Querem ajudar-me nas questões que aqui deixo? Obrigado.

O Meu Depoimento:





Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.





Aos AMIGOS: deixo um pouco de mim.



Uns e outros, estão convidados a dizer de "sua justiça".



Obrigado pela visita!





Adriano Ferreira Pinto







quarta-feira, abril 29, 2015

Meus Senhores
Temos a infelicidade de ter um partido socialista de corruptos – o primeiro-

ministro está preso, desde o ano passado!



Mas também o novo governo tem lá um incompetente, no lugar de ministro do ambinte, que é uma anedota!

Inventou a palhaçada dos sacos de plástico..
Agora descobriu que os menores de 18 anos não podem beber cerveja.
Quem afirma isto, não é estúpido, nem ignorante. É UMA BESTA!

Vejamos: para casar basta ter dezasseis anos.
Sendo o tempo de gestação de uma criança, de nove meses, aos dezasseis anos e nove meses – sem percalços anteriores – um pai e uma mãe, têm, segundo o Estado Português, capacidade para criar um filho. Mas não podem beber uma cerveja!
Mais curioso:
Alguns destes “bandidos” do Psd e Ps, ainda não há muito tempo queriam que idade para a capacidade eleitoral activa recuasse aos dezasseis (16) anos!!!
De facto, quando anormais chegam ao governo, dá nisto, Asneira atrás de asneira.
Rogo ao Senhor Primeiro-ministro que corra com este ministro.
Se não ocupasse tal alto cargo, eu chamar-lhe-ia, o que é: um petulante e incompetente.
Se porventura fosse magistrado do MP, já teria providenciado uma investigação sobre as decisões do Senhor ministro do Ambiente, que, dizem, em Évora é bom!
Ao cair do texto, lembrei-me, qualquer cidadão pode apresentar queixa-crime, contra um labrego, mesmo que seja ministro!

Vamos ver a sorte da mesma! 

segunda-feira, março 23, 2015

O Chico - “Pilha-galinhas”

O Chico!
Pilha-galinhas


Aqui há muitos anos, o “Chico” – moço sagaz e destemido – dedicava-se a pequenos roubos, lá na aldeia.

Coisas de pequena monta, de tal sorte, que até lhe chamavam o “pilha-galinhas”!

Pois não é que, certo dia, lhe “soou”, que andava um Gnr, a fazer perguntas acerca do desaparecimento de um saco de cimento, na obra do “Joaquim das Couves”, homem abastado e invejado, lá na terra.

Passou uma noite sem dormir.
Então não era que o cabo Jorge, já descobrira que fora ele!
Não “pregou olho”, até o Sol nascer. Mas ouvir cantar o galo, que o Joaquim tinha lá no quintal, descansou – tinha solução, para o caso. E,

Dormiu, um sono repousado, até ao meio-dia. Nessa altura,
Levantou-se, fez a barba – o que já não era costume há muito tempo -, vestiu o fatinho de ir namorar, e dirigiu-se ao Posto da Guarda.

- Está aí o Senhor cabo? Quero falar com ele, afirmou de forma resoluta.

- Não, não está - respondeu o “praça” de serviço -, foi patrulhar a feira.  

Como se não soubesse ele, que era estavam a 24, dia da feira da sede do concelho.

- Sendo assim, e porque não posso resolver isto de “homem-para-homem”, QUERO APRESENTAR QUEIXA contra ele.

- Oh Chico, que é que ele te fez, não me digas que te não pagou o ordenado, gracejou o militar de serviço.

- Anda “metido com a minha irmã”. Até a “emprenhou”. Já que não lhe posso ir ao focinho, para defender a honra dela, apresento queixa. Há por aí papéis para isso, não há?

Preenchido a participação, saiu vociferando: “mato os dois, não quero ter um sobrinho “chui”! ainda hoje cá volto!

Preocupado com uma tragédia anunciada, o agente de serviço, no Posto, comunicou ao Comando o sucedido, e fez seguir a queixa apresentada.

Seguiram-se os trâmites habituais.

Dois dias depois, o Chico dirigiu-se ao Posto para “tirar desforço” do “cabo prevaricador”.

- Onde é que ele está? Se é homem, que apareça!

- Oh Chico, ele foi chamado ao Comando. Isto são crimes graves. Aqui já não volta. E, se não “apanhar” cadeia, já vai bem. P`ra rua vai, de certeza. Isto aqui é rigoroso!

- Cobarde! Fugiu quando lhe ia à cara. Que fique preso, por muito tempo! Assim é que é!

Vociferando, lá se dirigiu à tasca do barbudo, para “afogar as suas mágoas”.

- Que é que queres hoje?

- Um “Wisque”, dos grandes.

- Tens dinheiro para pagar?

- Pago amanhã. Chegou hoje uma camionete de cimento para o “Quim das couves”. E o Cabo já foi embora, de vez!


domingo, março 22, 2015

O Destino tem caprichos terrívei

Se, durante as recentes audições, na Assembleia da República se exigisse prova de conhecimento da actividade bancária, até três gerações anteriores, aos intervenientes nas mesmas que aconteceria? 

O “suspeito” Ricardo Salgado diria, possivelmente: 

- o meu trisavô fundou um banco. O meu avô continuou e desenvolveu-o. O meu pai esteve ligado à actividade, apesar de a família ter sido espoliada após a revolução do 25 de Abril, que levou alguns à prisão e ao exílio. Mas voltámos cá, comprando o que era nosso. 

Outros diriam, 

- pedi alguns empréstimos que, ao contrário dos meus pais, não vou ter de pagar, o BPN acabou, a Caixa é nossa, e do BES … já “demos cabo”! 

Mas, ainda assim, e para não faltar à verdade, alguém mais, provido da sua “especial competência”, como O Professor Louça, recentemente referiu, diria:

- ah, experiência bancária da família? Só mesmo dos assaltos!

sábado, março 21, 2015

O Paradoxo da OPOSIÇÃO!

Se eu fosse da oposição – já fui muitas vezes; e sou, agora, relativamente a certos procedimentos da maioria eleita pelo Povo -, estaria a rejubilar com as decisões, quer do Primeiro-ministro, em se não demitir; quer do Presidente da República, em não dissolver. Precocemente a AR.  
            A serem verdades, as múltiplas imputações feitas pelo partido socialista & aliados de Esquerda, SIRD (Sociedade Irresponsável de Responsabilidade Diminuída), a oposição só tem de se regozijar com a manutenção do Governo.
            Cada dia que passa, MAIS VOTOS SE GANHAM! Ou não será?
Aliás,
            O País tem Orçamento aprovado, até em sede de EU, está a funcionar, que querem mais?
            Deixem este Governo “enterrar-se”. E, depois, ganhem as eleições!

SALVO se,
                    I.                    Portugal não estiver, assim tão mal.
                  II.                 A oposição souber que, em breve, vai ser DIZIMADA, por algum escândalo.
               III.               Que os líderes da oposição queiram voltar ao tempo, em que as provas carreadas a Tribunal, ERAM DESTRUÍDAS, antes de apreciadas.


Escolham !!!

Os bois, pelos nomes!

Os bois pelos nomes!
21.03.2015
(Texto político, sem apreciação jurídica, do caso concreto)

Muito se tem escrito sobre o penitente em Évora.
Julgo que ninguém, em seu perfeito juízo, recusa a certeza “possível”, de ele vir a ser condenado, por aquilo que o Povo, há anos, a fio, lhe imputava.
Quanto a isso, não restam dúvidas. Mas,
E há sempre um mas:
Se acaso, como tudo indicia, Sócrates for culpado dos crimes conhecidos, e de outros, que o público não conhece ainda, nem tem direito, nem obrigação de conhecer, poderemos – nós, comunidade ético- jurídica – condená-lo, sem o fazer com os cúmplices?
Poder, podemos. Mas será justo? Claro que não!
Mas, se se confirmarem os indícios, serão cúmplices os co-detidos, ou haverá mais?
Não creio  que os crimes – se existiram, como aparentam – tenham sido cometidos por um motorista. Não querendo ser irónico, nem desrespeitador, por muito que “desse à perna”, não conseguia ir “descobrir” tanto dinheiro, como aquele que é imputado a Sócrates, por origem desconhecida.
E, permita-se, não parece que José Sócrates vivesse numa situação de penúria tal, que precisasse de um “Jau”. Nem alguma vez se poderia comparar a Camões.
Por outro lado, a ser verdade, como parece ser, o “capanga” das negociatas, não poderia ser co-autor dos crimes, que, publicamente lhe são imputados.
Pela própria natureza dos mesmos, tal é impossível. 
Terá, seguramente, alguma comparticipação, que a seu tempo se vai saber. Mas,
Tem de haver mais!  
Excluído que seja o motorista – acaso instrumental -, e qualificado o amigo – porque o é mesmo -, como mero acessório para a prática do(s) ilícito(s), cabe descobrir quem foram os ressaltantes “parteners”, e a que título actuaram.
Claro que as romarias a Évora, podem muito bem dilucidar isso. Mas não basta. Vejamos,
Se a actividade criminosa de José Sócrates –a, ora sujeita a escrutínio  - , se iniciou depois de ser Primeiro-ministro, teremos de apurar que circunstâncias estranhas o levaram a tal lugar. Mas,
Se, porventura, a actividade criminosa, agora sindicada, já advinha dos tempos de Ministro, ou até de Secretário-de-Estado, haverá que esmerar a investigação.
José Sócrates chegou ao governo através do que, habitualmente, se chama um “golpe-de-estado constitucional”.
O Presidente da altura – Jorge Sampaio -, anunciou que ia “dissolver” a Assembleia da República, onde havia maioria estável, escassos dias após Sócrates se fazer escolher no partido socialista. MAS, só dissolveu a Câmara três meses depois – o tempo de Sócrates “limpar” o PS!
Ora,
Se se vier a provar – como espero – que José Sócrates pretendia continuar uma actividade criminosa, iniciada no governo socialista anterior,
NÃO RESTAM DÚVIDAS,
JORGE SAMPAIO, tem de ser co- responsabilizado!
Quem faz um golpe-de-estado, para colocar no governo um vigarista, é porque tem interesse.
Ele que explique.
Aliás,
Podia, e talvez devesse, ter convocado eleições três meses antes.
Mas não fez!
Por causa dos pedófilos, ou dos negócios?
Que a JUSTIÇA os chame e esclareça, é o meu pedido!



quinta-feira, março 05, 2015

Hoje tenho pouco tempo - I

Hoje tenho pouco tempo - I

Eu, pecador, me confesso.
Trabalhei para num “correspondente bancário”, antes da triste data de 25/04.
Tínhamos excelentes clientes – gente de muito dinheiro.
Escuso de referir que NUNCA MENTIMOS aos clientes, acerca do tipo de depósito que faziam, do respectivo prazo e das condições de resgate das aplicações feitas.
Não fora assim e teríamos perdido o nosso “ganha-pão” , que o 25 de Abril e as nacionalizações do 11 de Março, NOS ROUBARAM!
Pelo sobredito, tenho de, com muita tristeza, dizer que não acredito no “folclore do caso BES”.
Piamente aceito, talvez haja um, ou outro,  investidor, que julgasse ser depositante.
Mas, meus estimados, ninguém me faz acreditar que toda essa gente que transformou depósitos – seja à ordem ou a prazo - de pequena rentabilidade, por “depósitos” – como dizem -, de GRANDE e IMEDIATO RENDIMENTO, suspeitou que era um negócio de risco?
Foram ingénuos? Talvez.
Mas, nos anos setenta, os meus clientes, já queriam saber tudo acerca das condições que lhes oferecíamos.
Será que esta gente que anda por aí a ocupar agências bancárias e a exigir que lhes paguemos as “suas poupanças”, alguma vez se propuseram a cede-nos – aos contribuintes -, as mais – valias dos respectivos “depósitos”.
Haja vergonha. Quiseram ganhar muito e em pouco tempo. É um risco. Já o corri e ganhei. E também perdi, até mais, do que outrora ganhei! É a vida!
Mas não façam de nós parvos.
Se têm razão de queixa, se foram enganados, recorram aos tribunais!

NÃO QUEIRAM É QUE SEJAM OS POBRES A SUPORTAR UMA OPERAÇÃO DE AGIOTAGEM! 

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

https://www.facebook.com/josesocratesdetido/photos/a.385656818267854.1073741827.385653891601480/424862211013981/?type=1

Musica do Album - O Padrinho

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Curioso!
                          
             Diminuição do IVA «da restauração» 



A escumalha socialista que quer extorquir dinheiro, a quem durma em Lisboa, está em permanente, e estúpida guerra, contra o governo e, sobretudo, contra os portugueses pobres!
Essa gentalha quer que os ricos, que frequentam restaurantes e hotéis, paguem nas suas lautas paródias gastronómicas, menos que o desgraçado, que vagueia nas ruas, quando compra uma latita de sardinha!
Se não fosse trágico, diria que estão a fazer comédias.
Mas não!
ESSA GENTE, QUE QUER, “a diminuição do IVA «da restauração» ” –, como eles dizem, não passa de um bando de criminosos!
Então eles estão à espera que eu, ou o meu vizinho, paguemos 23% de IVA, por uma lata de atum, aqui no “lugar”, ao pé de casa.
MAS, eles,
Por uma maionese de lagosta, lá em baixo, no Hotel, SÓ QUEREM PAGAR 10% !

quinta-feira, abril 11, 2013


A MAGNA CABRA

CONFESSO que não sei, que ideia me deu para escrever sobre tal.

Sabendo-se que tal animal herbívoro, é, por diversas razões, um símbolo da cultura judaica e um ícone da civilização urbana do Ocidente livre, falar ou, pior ainda, escrever sobre tal, é de uma enorme estupidez, se não o entendermos como um puro gesto de ousadia.

Na verdade não pretendo referir-me à tão luzidia, quanto negra, cabra, que meu avô PROIBIU que fosse manjar de qualquer PÁSCOA.

Nem tão-pouco, longe de mim, penso nas acompanhantes de que os diversos políticos se fazem acompanhar. 

Porém, não deixo de meditar por que motivo os diversos presidentes – mesmo, ou sobretudo -, quando se querem lamentar da incapacidade de se governarem com os respectivos proventos, se fazem acompanhar das respectivas.

Como me intriga o facto de quase todos os chefes de governo, ao “explicarem” ao POVO os sacrifícios que lhes vão “pedir”; se “justifiquem” com as “contas da casa de cada um – que só as “ fadas-do-lar” conhecem” -, ao mesmo tempo que se fazem acompanhar das pertinentes companheiras.

Como vêem, sou tão moderno, que até aceito uma “companheira”, como se esposa fosse !

Só que, “modernaço” não quer dizer insensível aos valores das minhas avós, e muito menos dos que eu próprio defendo.

E - “mea culpa, mea máxima culpa” -, o facto de não ter logrado preservar tal valia, na minha família restrita, não significa que não queira, nem me impede de continuar a defender o seu significado e importância.

Sejamos claros,

Quando um presidente se faz acompanhar da “respectiva Maria” para, a par de anunciar a sua conformação com os sacrifícios exigidos ao povoléu, se fazer presentear pelos desejos da cara-metade, algo está mal no reino de tal personagem.

Dou graças, porque tanto se não passa em Portugal.

Jamais os portugueses aceitariam tal coisa!

Aliás, como bem é sabido, os diversos “intelectuais” da nossa praça, sempre criticaram os alegados favores que, presidentes e chefes de governo estrangeiros, terão feito às respectivas meias-laranjas. 

Devo reconhecer que, sabiamente, os portugueses têm sabido escolher para primeiros-ministros, homens sós e “desembaraçados”: Seja José de Sousa, mais conhecido por Sócrates – à semelhança do falecido jogador brasileiro -, fosse até por Santana Lopes, o “pai” dos “milagres” da Figueira e de Lisboa.

Mas o que ninguém pode esquecer e prevenir, são os exemplos vindos da estranja.

Por isso, e só por isso, aqui apelo: não permitam que alguma MAGNA CABRA, dê cabo de PORTUGAL.

E a razão é simples, minha “crendice” à parte, não gostaria de ouvir: “don’t cry for me Portugal” !

  

 

 

 

 

24 de Abril de 2010.

Madrugada.

Pela primeira vez, de há muitos anos a esta parte, assisto a esta noite por detrás de uma persiana fechada.

Da sala onde trabalho apenas se podem vislumbrar as traseiras de prédios que ocultam gente que não conheço.

Porque havia eu de me dar a ver, e por consequência a conhecer meus hábitos, a quem ignoro a existência, e pretendo minha presença seja desconhecida.

Ai como seria bom que noutro 24, alguns tivessem acatado o pressentimento de ficar quieto.

E outros tivessem entendido o dever de sair à rua !

Ser rapazola não me absolve da falta cometida.

... ... ...

Resta o consolo.

Triste linimento d’alma.

Por Graça de Deus, ou infortúnio Divino, de aqui a outros trinta e seis anos, não haverá filho, ou neto, para lamentar 74.

Setenta e quatro anos!

Quase a idade a que um homem devia ganhar o direito de ser respeitado pelos seus pares. 

Mas que foi, exactamente, o tempo que o século XX português demorou a desgraçar as gerações posteriores.

MINTO, sem querer.

Os que sobrevivemos é que não merecemos ter alterado a HISTÓRIA !

 

VIVA o 25 de ABRIL !

VIVA a REPÚBLICA !

 

Os Homens morreram.

 

E com eles, P O R T U G A L !

 

Você disse o quê?

Portugal, foi no século passado. . .

 

 

 

 

A Crise !

 

Tento hoje explicar a crise que atormenta Portugal.

    Pretensioso, dirão uns. Louco varrido, assegurarão outros.

         Nada mais errado !

         Nem o pretensioso “engajado”, que Rangel – o assalariado socialista, para a comunicação social –, pateticamente teima em ser; nem o louco ministro, que partilha o leito com “os mercados”, para evitar ter de os enfrentar.

 

         Apenas tento contar o que pensa alguém, pertencente à chamada Sociedade Civil, embrenhado na vida comunitária há tempo suficiente para saber distinguir o que verdadeiramente está em causa.   

         Da, e na observação diária das relações sociais é fácil depreender qual o grau de decrepitude da “alma” do Povo Português.

         Conto, a propósito, mas em resumo, um caso que recentemente me chegou ao conhecimento.

 

         Uma certa mãe, senhora com mais de oito décadas de idade, mas pessoa com inquestionada lucidez, e actividade profissional activa, questionava um filho – claro que com mais de meio século de existência – acerca do destino que a respectiva vida havia tomado.

         Claro que à dita senhora nada importava a carreira que o dito havia trilhado no passado, nem a que actualmente seguia.

         Tão-pouco a inquietava o êxito profissional que o mesmo tivesse obtido, ou estima granjeada entre os seus pares.

         O que a inquietava era a situação económica do “filho mais velho”, que em nada se comparava com os restantes.

         - Todos estão bem, dizia, enquanto lhe apontava os exemplos dos irmãos. Na verdade,

         A mais novinha de todos – quarentona, diga-se – era professora e “tinha o seu lugar”.

         E a mais velha das raparigas ainda estava melhor. Não tinha conseguido seguir a carreira para que, o mesmo curso dele, a talhara, mas era “Técnica Superior” numa Câmara – estava “arrumada” !

         Até o mais novo dos rapazes estava muito bem na vida. Ganhava ordenado como quadro superior numa das empresas monopolistas –, à qual todos nós temos de pagar os preços que, com o beneplácito do Estado, nos exige !

         Bem, havia outro irmão, o segundo na escala etária, que ao longo da vida trilhara o caminho do êxito profissional e que, apesar dos desaires/falências das empresas para que trabalhara, sempre tinha sobrevivido. Também “não estava mal”, no entender da veneranda senhora.

         Incrédulo com a postura da mãe - que após o 25 de Abril, de forma veemente e verdadeira, havia declarado aos vencedores, que não “comprava” o futuro dos filhos, com a traição – o velho filho lembrou à mãe duas pequenas coisas:

         Que o “idílio” que ela via na vida dos três irmãos mais novos, era produto de um crime social iniciado com o governo de Cavaco Silva e a adesão à, na época, CEE.

         E que após a criminosa actuação dos governos socialistas, a “brincadeira” haveria de ter um fim.

         Ai que disseste tu” !

         Imaginem ! Raios e coriscos !

         O filho atreveu-se a recordar-lhe o episódio que já referi, mas a memória da senhora, fruto da idade certamente, já não a deixava recordar-se de nada.

         - Mas eles estão todos bem !

         - Pois mãe, mas quando os funcionários públicos forem despedidos por nós particulares já não ganharmos para os sustentar, o que vai acontecer ?

         - Devias ter ido, era para notário !

 

         A crise nacional, mais que dos desmandos dos socialistas – seja na vertente PS, seja PSd (não PPD) -, advém do facto de pessoas como a minha personagem terem perdido a noção da realidade da nossa terra.

         Mas, enfim, compreendo. E aqui, na verdade, está a explicação do “Triunfo dos Porcos”.

         Filha de professores primários – assalariados “ex oficio” do Estado Novo – onde havia contenção e decoro nos gastos -, detestou sempre a iniciativa privada da família do defunto marido, que lhe proporciona o nível de vida que hoje tem.  Do mesmo modo que ignorou os sacrifícios paternos para sustentar as poucas terras que tinham.

 

         O que conta são os “vencimentos” que o Estado paga, mesmo ou ainda que seja por “arranjos” socialistas.

         Como vêem, com gente assim, TINHA de DAR em CRISE !

 

         E o que será que a dita senhora pensa hoje ?

 

         Confesso que não sei.

         Há uma semana que não falo com a Mãe ! ! !

 

JÁ METE NOJO !

 

Confesso, e por ai fico quanto à culpa que não tenho, que desgosto da maneira como o actual governo lida com a CRISE.

         Então não é verdade, que foi para pagar – o mesmo é dizer, PAGARMOS, todos nós – os ordenados da Função Pública, que Sócrates entregou Portugal aos credores?  

Parece que, se dúvidas houvesse, as sucessivas reuniões com os credores, deixaram claro que a nossa mendicância se deve, apenas e só, à péssima governação de José Sócrates.

Mas não me quedo por tal, já que liminarmente recuso fazer de um manifesto incapaz líder e, “pour cause”, inepto dirigente, o “bode expiatório” de tudo o que de mal sucedeu ao nosso país, nos últimos tempos.

De facto, HÁ MAIS.

Mais responsáveis, e factos pelos quais, o “mártirPinto de Sousa, NADA TEM A RESPONDER; que eu saiba.

 

Na verdade,

Dos canalhas que, desde o golpe de estado de Sampaio em 2004 - no seguimento da grande ventura do Euro 2004 -, nos desgovernaram, apenas basta dizer que merecem aquilo que, normalmente, o Povo deseja e destina a tal gente: a forca.

 

Porém, e por várias razões, sou contrário a tais drásticas soluções.  

Desde logo porque, na maioria dos casos, os mais culpados se escapam à condenação, e a respectiva culpa se esfuma na nebulosa dúvida da sua responsabilidade.

 

Mas também, porquanto esses trastes, só servirão de exemplo se, mortos na praça pública, puderem ser exibidos, não como troféu, MAS LIÇÃO aos seus pares!

 

E, já que dessa “canhalagem” aqui não cuido, de quem trata, então, este escrito?

Daqueles que, ao acordar, apenas têm uma certeza na vida: chova ou faça sol, o ordenadinho ESTÁ GARANTIDO!

 

Precisamente, desses mesmos, dos Senhores Funcionários Públicos.

Não, não tenham medo. Não me refiro àqueles “pobres desgraçados” que, por quinhentos e tal, seiscentos, ou até mesmo setecentos euros, esfarelam os seus dias entre a dúvida de que o chefemáxima criatura, na estupidez da administração pública – haja acordado bem-disposto, e a incerteza de que o almoço lhe não tenha caído mal.

Tenho em mente, esses sim, os "maiorais". Aqueles que, ao acordar, se lembram que adormeceram chefes, sem se recordarem como lá chegaram. Aqueles que, merecendo tanto ou menos que os seus "subordinados", ENTENDEM como AFRONTA, darem o MODESTO CONTRIBUTO de 5% - cinco por cento -, do muito que recebem, além de TRÊS SALÁRIOS MÍNIMOS; ainda que os não mereçam!

Mas, ainda assim, encarniçados ficam, mesmo sabendo que tal comedido contributo em nada lhes tolhe os faustosos gastos em férias e devaneios, quando questionados sobre os sacrifícios a que a SOCIALISTA VIGARICE nos condenou a todos.

"Comunista de sete costados", "empedernido sindicalista", do mais obtuso e marxista sindicato ainda tolerado à face da terra? Acaso um "velho democrata-cristão", que recusa ver a hodierna realidade? Um louco, para quem o bem-estar social, se não confunde com o estar bem na sociedade?

Que sei eu? Que posso dizer? Quem sou, na realidade?

Talvez tudo isso. Ou a simbiose das verdades e vontades de todos eles.

Sem romantismo, prefiro ser o que sou. Aquilo que todos nós somos, independentemente da intenção individual, ou da queda natural de cada um - o patrão dessa gentinha bem acomodada.

Só que, e há sempre uma circunstância que se nos esvai, NÃO SOU - como NÃO SOMOS TODOS NÓS -, nem rico mercante capaz de sustentar tal laia de criados, nem fidalgo suficientemente abastado, para suportar tais e tão caras cortesãs.

… … …

Perdoem-me, leitores deste escrito. Então não é que trouxe à pena, o devaneio de um sonho? Eu, que não passo do mero aio do Senhor Auxiliar Operacional de Apoio Técnico, ao Técnico Principal do Serviço Auxiliar de Apoio à Função Executiva da autarquia - que me "leva" mais do que ganho -, atrevi-me a imaginar que podia ter algo a opinar quanto ao assunto.

Que parvoíce !

Deixem o meu "chefe" ir de férias, mesmo que seja para Cuba - ele gosta tanto; é comunista e tudo; Maiorca - que lhe dá ideia de ser espanhol rico; ou até mesmo Cabo Verde - onde, ainda que não sabendo que é Terra Lusa, se sente herdeiro de um colonialismo que nunca imaginou.

Só peço um favor. Tratem-no bem.

Não lhe chamem empregado público, sindicalista e comunista; que é tudo isso; mas não fica bem a um "quadro" da administração pública.

 

Já agora, permitam um último rogo, NUNCA lhe chamem CONTÍNUO. Isso não!

Parece mal!

 E ele que, com o descontozito, até julga que paga o ordenado, a NÓS, QUE O SUSTENTAMOS!