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Adriano Ferreira Pinto







quinta-feira, abril 11, 2013


JÁ METE NOJO !

 

Confesso, e por ai fico quanto à culpa que não tenho, que desgosto da maneira como o actual governo lida com a CRISE.

         Então não é verdade, que foi para pagar – o mesmo é dizer, PAGARMOS, todos nós – os ordenados da Função Pública, que Sócrates entregou Portugal aos credores?  

Parece que, se dúvidas houvesse, as sucessivas reuniões com os credores, deixaram claro que a nossa mendicância se deve, apenas e só, à péssima governação de José Sócrates.

Mas não me quedo por tal, já que liminarmente recuso fazer de um manifesto incapaz líder e, “pour cause”, inepto dirigente, o “bode expiatório” de tudo o que de mal sucedeu ao nosso país, nos últimos tempos.

De facto, HÁ MAIS.

Mais responsáveis, e factos pelos quais, o “mártirPinto de Sousa, NADA TEM A RESPONDER; que eu saiba.

 

Na verdade,

Dos canalhas que, desde o golpe de estado de Sampaio em 2004 - no seguimento da grande ventura do Euro 2004 -, nos desgovernaram, apenas basta dizer que merecem aquilo que, normalmente, o Povo deseja e destina a tal gente: a forca.

 

Porém, e por várias razões, sou contrário a tais drásticas soluções.  

Desde logo porque, na maioria dos casos, os mais culpados se escapam à condenação, e a respectiva culpa se esfuma na nebulosa dúvida da sua responsabilidade.

 

Mas também, porquanto esses trastes, só servirão de exemplo se, mortos na praça pública, puderem ser exibidos, não como troféu, MAS LIÇÃO aos seus pares!

 

E, já que dessa “canhalagem” aqui não cuido, de quem trata, então, este escrito?

Daqueles que, ao acordar, apenas têm uma certeza na vida: chova ou faça sol, o ordenadinho ESTÁ GARANTIDO!

 

Precisamente, desses mesmos, dos Senhores Funcionários Públicos.

Não, não tenham medo. Não me refiro àqueles “pobres desgraçados” que, por quinhentos e tal, seiscentos, ou até mesmo setecentos euros, esfarelam os seus dias entre a dúvida de que o chefemáxima criatura, na estupidez da administração pública – haja acordado bem-disposto, e a incerteza de que o almoço lhe não tenha caído mal.

Tenho em mente, esses sim, os "maiorais". Aqueles que, ao acordar, se lembram que adormeceram chefes, sem se recordarem como lá chegaram. Aqueles que, merecendo tanto ou menos que os seus "subordinados", ENTENDEM como AFRONTA, darem o MODESTO CONTRIBUTO de 5% - cinco por cento -, do muito que recebem, além de TRÊS SALÁRIOS MÍNIMOS; ainda que os não mereçam!

Mas, ainda assim, encarniçados ficam, mesmo sabendo que tal comedido contributo em nada lhes tolhe os faustosos gastos em férias e devaneios, quando questionados sobre os sacrifícios a que a SOCIALISTA VIGARICE nos condenou a todos.

"Comunista de sete costados", "empedernido sindicalista", do mais obtuso e marxista sindicato ainda tolerado à face da terra? Acaso um "velho democrata-cristão", que recusa ver a hodierna realidade? Um louco, para quem o bem-estar social, se não confunde com o estar bem na sociedade?

Que sei eu? Que posso dizer? Quem sou, na realidade?

Talvez tudo isso. Ou a simbiose das verdades e vontades de todos eles.

Sem romantismo, prefiro ser o que sou. Aquilo que todos nós somos, independentemente da intenção individual, ou da queda natural de cada um - o patrão dessa gentinha bem acomodada.

Só que, e há sempre uma circunstância que se nos esvai, NÃO SOU - como NÃO SOMOS TODOS NÓS -, nem rico mercante capaz de sustentar tal laia de criados, nem fidalgo suficientemente abastado, para suportar tais e tão caras cortesãs.

… … …

Perdoem-me, leitores deste escrito. Então não é que trouxe à pena, o devaneio de um sonho? Eu, que não passo do mero aio do Senhor Auxiliar Operacional de Apoio Técnico, ao Técnico Principal do Serviço Auxiliar de Apoio à Função Executiva da autarquia - que me "leva" mais do que ganho -, atrevi-me a imaginar que podia ter algo a opinar quanto ao assunto.

Que parvoíce !

Deixem o meu "chefe" ir de férias, mesmo que seja para Cuba - ele gosta tanto; é comunista e tudo; Maiorca - que lhe dá ideia de ser espanhol rico; ou até mesmo Cabo Verde - onde, ainda que não sabendo que é Terra Lusa, se sente herdeiro de um colonialismo que nunca imaginou.

Só peço um favor. Tratem-no bem.

Não lhe chamem empregado público, sindicalista e comunista; que é tudo isso; mas não fica bem a um "quadro" da administração pública.

 

Já agora, permitam um último rogo, NUNCA lhe chamem CONTÍNUO. Isso não!

Parece mal!

 E ele que, com o descontozito, até julga que paga o ordenado, a NÓS, QUE O SUSTENTAMOS!

 

 

 

 

 

 

 

 

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