JÁ METE NOJO !
Confesso,
e por ai fico quanto à culpa que não tenho, que desgosto da maneira como o
actual governo lida com a CRISE.
Então não é verdade, que foi para pagar
– o mesmo é dizer, PAGARMOS, todos nós – os ordenados da Função
Pública, que Sócrates entregou Portugal aos credores?
Parece
que, se dúvidas houvesse, as sucessivas reuniões com os credores, deixaram
claro que a nossa mendicância se deve, apenas e
só, à péssima governação de José Sócrates.
Mas
não me quedo por tal, já que liminarmente recuso fazer de um manifesto incapaz
líder e, “pour cause”, inepto
dirigente, o “bode expiatório” de
tudo o que de mal sucedeu ao nosso país, nos últimos tempos.
De
facto, HÁ MAIS.
Mais
responsáveis, e factos pelos quais, o “mártir”
Pinto de Sousa, NADA TEM A RESPONDER;
que eu saiba.
Na
verdade,
Dos
canalhas que, desde o golpe de estado de Sampaio
em 2004 - no seguimento da grande ventura do Euro 2004 -, nos desgovernaram,
apenas basta dizer que merecem aquilo que, normalmente, o Povo deseja e destina
a tal gente: a forca.
Porém,
e por várias razões, sou contrário a
tais drásticas soluções.
Desde
logo porque, na maioria dos casos, os mais culpados se escapam à condenação, e
a respectiva culpa se esfuma na nebulosa dúvida da sua responsabilidade.
Mas
também, porquanto esses trastes, só servirão de exemplo se, mortos na praça pública,
puderem ser exibidos, não como troféu, MAS
LIÇÃO aos seus pares!
E, já que dessa “canhalagem” aqui
não cuido, de quem trata, então, este escrito?
Daqueles que, ao acordar, apenas têm uma certeza na vida: chova ou faça sol,
o ordenadinho
ESTÁ GARANTIDO!
Precisamente,
desses mesmos, dos Senhores Funcionários Públicos.
Não,
não tenham medo. Não me refiro àqueles “pobres
desgraçados” que, por quinhentos e tal, seiscentos, ou até mesmo setecentos
euros, esfarelam os seus dias entre a dúvida de que o chefe – máxima
criatura, na estupidez da administração pública
– haja acordado bem-disposto, e a incerteza de que o almoço lhe não tenha caído
mal.
Tenho
em mente, esses sim, os "maiorais".
Aqueles que, ao acordar, se lembram que adormeceram chefes, sem se recordarem
como lá chegaram. Aqueles que, merecendo tanto ou menos que os seus
"subordinados", ENTENDEM como AFRONTA, darem o MODESTO CONTRIBUTO de
5% - cinco por cento -, do muito que
recebem, além de TRÊS SALÁRIOS MÍNIMOS; ainda
que os não mereçam!
Mas,
ainda assim, encarniçados ficam, mesmo sabendo que tal comedido contributo em
nada lhes tolhe os faustosos gastos em férias e devaneios, quando questionados
sobre os sacrifícios a que a SOCIALISTA VIGARICE nos condenou a todos.
"Comunista de sete costados", "empedernido sindicalista", do mais
obtuso e marxista sindicato ainda tolerado à face da terra? Acaso um "velho democrata-cristão", que
recusa ver a hodierna realidade? Um louco, para quem o bem-estar social, se não confunde com o estar bem na sociedade?
Que
sei eu? Que posso dizer? Quem sou, na realidade?
Talvez
tudo isso. Ou a simbiose das verdades e vontades de todos eles.
Sem
romantismo, prefiro ser o que sou. Aquilo que todos nós somos,
independentemente da intenção individual, ou da queda natural de cada um - o
patrão dessa gentinha bem acomodada.
Só
que, e há sempre uma circunstância que se nos esvai, NÃO SOU - como NÃO SOMOS
TODOS NÓS -, nem rico mercante capaz de sustentar tal laia de criados, nem
fidalgo suficientemente abastado, para suportar tais e tão caras cortesãs.
…
… …
Perdoem-me,
leitores deste escrito. Então não é que trouxe à pena, o devaneio de um sonho?
Eu, que não passo do mero aio do Senhor Auxiliar Operacional de Apoio Técnico,
ao Técnico Principal do Serviço Auxiliar de Apoio à Função Executiva da
autarquia - que me "leva"
mais do que ganho -, atrevi-me a imaginar que podia ter algo a opinar quanto ao
assunto.
Que parvoíce !
Deixem
o meu "chefe" ir de férias,
mesmo que seja para Cuba - ele gosta tanto; é comunista e tudo; Maiorca - que
lhe dá ideia de ser espanhol rico; ou até mesmo Cabo Verde - onde, ainda que
não sabendo que é Terra Lusa, se sente herdeiro de um colonialismo que nunca
imaginou.
Só
peço um favor. Tratem-no bem.
Não
lhe chamem empregado público, sindicalista e comunista; que é tudo isso; mas
não fica bem a um "quadro"
da administração pública.
Já
agora, permitam um último rogo, NUNCA
lhe chamem CONTÍNUO. Isso não!
Parece mal!
E ele que, com o descontozito, até julga que paga o ordenado, a NÓS, QUE O SUSTENTAMOS!

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