A
MAGNA CABRA
CONFESSO
que não sei, que ideia me deu para escrever sobre tal.
Sabendo-se
que tal animal herbívoro, é, por diversas razões, um símbolo da cultura judaica
e um ícone da civilização urbana do Ocidente livre, falar ou, pior ainda,
escrever sobre tal, é de uma enorme estupidez, se não o entendermos como um
puro gesto de ousadia.
Na
verdade não pretendo referir-me à tão luzidia, quanto negra, cabra, que meu avô
PROIBIU que fosse manjar de qualquer PÁSCOA.
Nem
tão-pouco, longe de mim, penso nas acompanhantes de que os diversos políticos
se fazem acompanhar.
Porém,
não deixo de meditar por que motivo os diversos presidentes – mesmo, ou
sobretudo -, quando se querem lamentar da incapacidade de se governarem com os
respectivos proventos, se fazem acompanhar das respectivas.
Como
me intriga o facto de quase todos os chefes de governo, ao “explicarem”
ao POVO os sacrifícios que lhes vão “pedir”; se “justifiquem”
com as “contas da casa de cada um – que só as “ fadas-do-lar”
conhecem” -, ao mesmo tempo que se fazem acompanhar das pertinentes
companheiras.
Como
vêem, sou tão moderno, que até aceito uma “companheira”, como se esposa
fosse !
Só
que, “modernaço” não quer dizer insensível aos valores das minhas avós,
e muito menos dos que eu próprio defendo.
E
- “mea culpa, mea máxima culpa” -, o facto de não ter logrado preservar tal
valia, na minha família restrita, não significa que não queira, nem me impede
de continuar a defender o seu significado e importância.
Sejamos
claros,
Quando
um presidente se faz acompanhar da “respectiva Maria” para, a par de anunciar
a sua conformação com os sacrifícios exigidos ao povoléu, se fazer presentear
pelos desejos da cara-metade, algo está mal no reino de tal personagem.
Dou
graças, porque tanto se não passa em Portugal.
Jamais
os portugueses aceitariam tal coisa!
Aliás,
como bem é sabido, os diversos “intelectuais” da nossa praça, sempre
criticaram os alegados favores que, presidentes e chefes de governo
estrangeiros, terão feito às respectivas meias-laranjas.
Devo
reconhecer que, sabiamente, os portugueses têm sabido escolher para
primeiros-ministros, homens sós e “desembaraçados”: Seja José de
Sousa, mais conhecido por Sócrates – à semelhança do falecido jogador
brasileiro -, fosse até por Santana Lopes, o “pai” dos “milagres”
da Figueira e de Lisboa.
Mas
o que ninguém pode esquecer e prevenir, são os exemplos vindos da estranja.
Por
isso, e só por isso, aqui apelo: não permitam que alguma MAGNA CABRA, dê
cabo de PORTUGAL.
E
a razão é simples, minha “crendice” à parte, não gostaria de ouvir: “don’t cry
for me Portugal” !

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