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Adriano Ferreira Pinto







sábado, novembro 06, 2010

A Crise !

A Crise !

por José Pinto a Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010 às 15:47
        Tento hoje explicar a crise que atormenta Portugal.
         Pretensioso, dirão uns. Louco varrido, assegurarão outros.
         Nada mais errado !
         Nem o pretensioso “engajado”, que Rangel – o assalariado socialista, para a comunicação social –, pateticamente teima em ser; nem o louco ministro, que partilha o leito com “os mercados”, para evitar ter de os enfrentar.

         Apenas tento contar o que pensa alguém, pertencente à chamada Sociedade Civil, embrenhado na vida comunitária há tempo suficiente para saber distinguir o que verdadeiramente está em causa. 
         Da, e na observação diária das relações sociais é fácil depreender qual o grau de decrepitude da “alma” do Povo Português.
         Conto, a propósito, mas em resumo, um caso que recentemente me chegou ao conhecimento.

         Uma certa mãe, senhora com mais de oito décadas de idade, mas pessoa com inquestionada lucidez, e actividade profissional activa, questionava um filho – claro que com mais de meio século de existência – acerca do destino que a respectiva vida havia tomado.
         Claro que à dita senhora nada importava a carreira que o dito havia trilhado no passado, nem a que actualmente seguia.
         Tão-pouco a inquietava o êxito profissional que o mesmo tivesse obtido, ou estima granjeada entre os seus pares.
         O que a inquietava era a situação económica do “filho mais velho”, que em nada se comparava com os restantes.
         - Todos estão bem, dizia, enquanto lhe apontava os exemplos dos irmãos. Na verdade,
         A mais novinha de todos – quarentona, diga-se – era professora e “tinha o seu lugar”.
         E a mais velha das raparigas ainda estava melhor. Não tinha conseguido seguir a carreira para que, o mesmo curso dele, a talhara, mas era “Técnica Superior” numa Câmara – estava “arrumada” !
         Até o mais novo dos rapazes estava muito bem na vida. Ganhava ordenado como quadro superior numa das empresas monopolistas –, à qual todos nós temos de pagar os preços que, com o beneplácito do Estado, nos exige !
         Bem, havia outro irmão, o segundo na escala etária, que ao longo da vida trilhara o caminho do êxito profissional e que, apesar dos desaires/falências das empresas para que trabalhara, sempre tinha sobrevivido. Também “não estava mal”, no entender da veneranda senhora.
         Incrédulo com a postura da mãe - que após o 25 de Abril, de forma veemente e verdadeira, havia declarado aos vencedores, que não “comprava” o futuro dos filhos, com a traição – o velho filho lembrou à mãe duas pequenas coisas:
         Que o “idílio” que ela via na vida dos três irmãos mais novos, era produto de um crime social iniciado com o governo de Cavaco Silva e a adesão à, na época, CEE.
         E que após a criminosa actuação dos governos socialistas, a “brincadeira” haveria de ter um fim.
         “Ai que disseste tu” !
         Imaginem ! Raios e coriscos !
         O filho atreveu-se a recordar-lhe o episódio que já referi, mas a memória da senhora, fruto da idade certamente, já não a deixava recordar-se de nada.
         - Mas eles estão todos bem !
         - Pois mãe, mas quando os funcionários públicos forem despedidos por nós particulares já não ganharmos para os sustentar, o que vai acontecer ?
         - Devias ter ido, era para notário !

         A crise nacional, mais que dos desmandos dos socialistas – seja na vertente PS, seja PSd (não PPD) -, advém do facto de pessoas como a minha personagem terem perdido a noção da realidade da nossa terra.
         Mas, enfim, compreendo. E aqui, na verdade, está a explicação do “Triunfo dos Porcos”.
         Filha de professores primários – assalariados “ex oficio” do Estado Novo – onde havia contenção e decoro nos gastos -, detestou sempre a iniciativa privada da família do defunto marido, que lhe proporciona o nível de vida que hoje tem.  Do mesmo modo que ignorou os sacrifícios paternos para sustentar as poucas terras que tinham.

         O que conta são os “vencimentos” que o Estado paga, mesmo ou ainda que seja por “arranjos” socialistas.
         Como vêem, com gente assim, TINHA de DAR em CRISE !

         E o que será que a dita senhora pensa hoje ?

         Confesso que não sei.
         Há uma semana que não falo com a Mãe ! ! !

“In Memoriam” !

“In Memoriam”

por José Pinto a quinta-feira, 4 de Novembro de 2010 às 14:48
  
          Tragicamente, ou talvez não, e no que respeita à maioria dos artigos de opinião que hoje se escrevem, os respectivos autores não dispensam referências à época em que viveram.
         Curiosamente, num certo canal de televisão, há um conhecido “entertainer” que, de forma sublime, diga-se, faz quebrar a tensão dos concorrentes do respectivo programa, exclamando amiúde: já lá fui muito feliz !
         Como é óbvio, o conceito de FELICIDADE depende, no espaço e no tempo, de quem a quer alcançar.
         Assim como o do “ BELO” !
         Já pensaram qual a definição de “belo” que dariam, se questionados pela directora de serviços da vossa empresa ?
         E se uma tartamuda Senhora Juiz, esplendorosa albina, vos questionasse sobre o mesmo conceito, para avaliar a noção de um violador ao abordar a vítima que, e por mera hipótese, era uma loira Ucraniana capaz de fazer parelha com um príncipe inglês ?
         Confesso que, relativamente a esta “estória” de definições, sou extremamente céptico.

         Não esquecerei nunca uma aula de História, ministrada por uma professora, também de Filosofia – naquele tempo as pessoas conseguiam saber de ambas as Ciências ( agora ? ! ) – que nos questionou sobre o conceito de “belo”.

         Citou Platão, imaginem! Logo para (re) questionar “se um cavalo era belo”. E “se uma mulher jovem era bela”?
         Confesso que, passados trinta e muitos anos, não mudaria a resposta que a turma inteira “deu a Platão” !
         Mas estou convicto, de que a resposta não seria a mesma, se a pergunta fosse feita por, qualquer fosse, um outro professor do mesmo Liceu.

         É que um pedido de definição, formulado por quem é, “a se”, exemplo da personificação do definendo, nunca pode ter uma resposta isenta.
         Todos os que pertencíamos à turma, nunca nos questionaríamos se uma mulher jovem era bela.
         E tão só porque, sabendo que a professora era jovem, quasi das nossas idades,  ... ... ... !
         Vem isto a propósito das perguntas feitas, numa entrevista, pelo Primeiro-ministro, acerca da credibilidade do seu desempenho.
         Basta olhar para o questionante, para adivinhar a resposta.
         Em casos destes, recordo sempre a pergunta da Dr.ª ..., a  ..., como nos referíamos à nossa “Pin-up”  escolar.
         Verdade que, nesse tempo, José Sócrates também era estudante, e num local que, mesmo sem A 23, não ficava muito longe de nós.
         Mas não foi aluno da ..., senão não fazia as  perguntas auto-justificativas que faz !
         E sabem ?
         Ela, já nesse tempo era militante, e minha correligionária no CDS !
         Ele era e seria – talvez até à morte de Sá Carneiro -, do . . . PPD ! ! !
        Talvez a diferença entre a eternidade do BELO, e o que brilha enquanto a luz lhe incide !  

quarta-feira, novembro 03, 2010

A Rábula do Ministro

Contaram-me que aconteceu hoje, no debate parlamentar no Palácio de S. Bento, em Lisboa, um caso insólito.
Confesso que ao ouvir a notícia, pensei tratar-se de mais uma “blague” do Carlos, meu amigo e colega desde os tempos do liceu.

Mas não era. Acabo de ouvir a reprodução nocturna, da maniqueísta ideia de mais um governante.

Convenhamos que já começa a aborrecer esta costumada, reiterada e absurda fantasia de que quem não está com o governo, não tem bons sentimentos.



Pois bem,

O ministro socialista, em causa, comparou a oposição – claro que o PSD, já que os outros nem lhe “passam cartuxo” –, a uma amante que, tendo combinado ceia num restaurante, se comporta de forma indigna, e sobretudo sobranceira.

Terá sido o caso de tal “oposição” ( que bela abstracção para significar o “alter ego”, que na realidade é o nosso verdadeiro – ou derradeiro -, “ego” ), que após encomendar o jantar que quis, ou deu a entender querer, e com receio de ser vista na nossa companhia, saiu “de mansinho”!

Claro que o medo, não era tanto ser vista pelo sócio, ou parceiro de tramóia – imagino que na alegoria usada seria o CDS -, mas “sacrificada” pelo público anónimo que assistisse à cena.

Falo, naturalmente, do Povo Português !



Mas esta “imagem ministerial” fez-me lembrar uma “estória” verdadeira.

Um casal de amigos meus, em pleno restaurante, jantar encomendado, viram-se na mesma situação.

Peço desculpa. Quem se viu foi o Zé. Que a Maria, de tanto medo ter do subordinado, fugiu a bom fugir, com medo de que algum popular os visse a partilhar a “premissa” da noite” !

Confesso que se tivesse acontecido comigo, me sentiria tão traído como Catroga, Santos, ou Coelho.

Mas também não tinha importância. Só sou amigo de quem quero e não é meu amigo quem o não merece ser.



SÓ QUE EU NÃO SOU GOVERNANTE !



Assim, será um caso, PAR (a) LAMENTAR ! ! !