Os
bois pelos nomes!
(Texto
político, sem apreciação jurídica, do caso concreto)
Muito se tem
escrito sobre o penitente em Évora.
Julgo que ninguém,
em seu perfeito juízo, recusa a certeza “possível”, de ele vir a ser condenado,
por aquilo que o Povo, há anos, a fio, lhe imputava.
Quanto a isso, não
restam dúvidas. Mas,
E há sempre um mas:
Se acaso, como tudo
indicia, Sócrates for culpado dos crimes conhecidos, e de outros, que o público
não conhece ainda, nem tem direito, nem obrigação de conhecer, poderemos – nós,
comunidade ético- jurídica – condená-lo, sem o fazer com os cúmplices?
Poder, podemos. Mas
será justo? Claro que não!
Mas, se se
confirmarem os indícios, serão cúmplices os co-detidos, ou haverá mais?
Não creio que os crimes – se existiram, como aparentam –
tenham sido cometidos por um motorista. Não querendo ser irónico, nem
desrespeitador, por muito que “desse à perna”, não conseguia ir “descobrir”
tanto dinheiro, como aquele que é imputado a Sócrates, por origem desconhecida.
E, permita-se, não
parece que José Sócrates vivesse numa situação de penúria tal, que precisasse
de um “Jau”. Nem alguma vez se poderia comparar a Camões.
Por outro lado, a
ser verdade, como parece ser, o “capanga” das negociatas, não poderia ser
co-autor dos crimes, que, publicamente lhe são imputados.
Pela própria
natureza dos mesmos, tal é impossível.
Terá, seguramente,
alguma comparticipação, que a seu tempo se vai saber. Mas,
Tem
de haver mais!
Excluído que seja o
motorista – acaso instrumental -, e qualificado o amigo – porque o é mesmo -,
como mero acessório para a prática do(s) ilícito(s), cabe descobrir quem foram
os ressaltantes “parteners”, e a que título actuaram.
Claro que as
romarias a Évora, podem muito bem dilucidar isso. Mas não basta. Vejamos,
Se a actividade
criminosa de José Sócrates –a, ora sujeita a escrutínio - , se iniciou depois de ser
Primeiro-ministro, teremos de apurar que circunstâncias estranhas o levaram a
tal lugar. Mas,
Se, porventura, a
actividade criminosa, agora sindicada, já advinha dos tempos de Ministro, ou
até de Secretário-de-Estado, haverá que esmerar a investigação.
José Sócrates
chegou ao governo através do que, habitualmente, se chama um “golpe-de-estado
constitucional”.
O Presidente da
altura – Jorge Sampaio -, anunciou que ia “dissolver” a Assembleia da República,
onde havia maioria estável, escassos dias após Sócrates se fazer escolher no
partido socialista. MAS, só dissolveu a Câmara três meses depois – o tempo de
Sócrates “limpar” o PS!
Ora,
Se se vier a provar
– como espero – que José Sócrates pretendia continuar uma actividade criminosa,
iniciada no governo socialista anterior,
NÃO RESTAM DÚVIDAS,
JORGE
SAMPAIO, tem de ser co- responsabilizado!
Quem faz um
golpe-de-estado, para colocar no governo um vigarista, é porque tem interesse.
Ele que explique.
Aliás,
Podia, e talvez
devesse, ter convocado eleições três meses antes.
Mas não fez!
Por causa dos
pedófilos, ou dos negócios?
Que a JUSTIÇA os
chame e esclareça, é o meu pedido!

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