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Adriano Ferreira Pinto







sábado, março 21, 2015

Os bois, pelos nomes!

Os bois pelos nomes!
21.03.2015
(Texto político, sem apreciação jurídica, do caso concreto)

Muito se tem escrito sobre o penitente em Évora.
Julgo que ninguém, em seu perfeito juízo, recusa a certeza “possível”, de ele vir a ser condenado, por aquilo que o Povo, há anos, a fio, lhe imputava.
Quanto a isso, não restam dúvidas. Mas,
E há sempre um mas:
Se acaso, como tudo indicia, Sócrates for culpado dos crimes conhecidos, e de outros, que o público não conhece ainda, nem tem direito, nem obrigação de conhecer, poderemos – nós, comunidade ético- jurídica – condená-lo, sem o fazer com os cúmplices?
Poder, podemos. Mas será justo? Claro que não!
Mas, se se confirmarem os indícios, serão cúmplices os co-detidos, ou haverá mais?
Não creio  que os crimes – se existiram, como aparentam – tenham sido cometidos por um motorista. Não querendo ser irónico, nem desrespeitador, por muito que “desse à perna”, não conseguia ir “descobrir” tanto dinheiro, como aquele que é imputado a Sócrates, por origem desconhecida.
E, permita-se, não parece que José Sócrates vivesse numa situação de penúria tal, que precisasse de um “Jau”. Nem alguma vez se poderia comparar a Camões.
Por outro lado, a ser verdade, como parece ser, o “capanga” das negociatas, não poderia ser co-autor dos crimes, que, publicamente lhe são imputados.
Pela própria natureza dos mesmos, tal é impossível. 
Terá, seguramente, alguma comparticipação, que a seu tempo se vai saber. Mas,
Tem de haver mais!  
Excluído que seja o motorista – acaso instrumental -, e qualificado o amigo – porque o é mesmo -, como mero acessório para a prática do(s) ilícito(s), cabe descobrir quem foram os ressaltantes “parteners”, e a que título actuaram.
Claro que as romarias a Évora, podem muito bem dilucidar isso. Mas não basta. Vejamos,
Se a actividade criminosa de José Sócrates –a, ora sujeita a escrutínio  - , se iniciou depois de ser Primeiro-ministro, teremos de apurar que circunstâncias estranhas o levaram a tal lugar. Mas,
Se, porventura, a actividade criminosa, agora sindicada, já advinha dos tempos de Ministro, ou até de Secretário-de-Estado, haverá que esmerar a investigação.
José Sócrates chegou ao governo através do que, habitualmente, se chama um “golpe-de-estado constitucional”.
O Presidente da altura – Jorge Sampaio -, anunciou que ia “dissolver” a Assembleia da República, onde havia maioria estável, escassos dias após Sócrates se fazer escolher no partido socialista. MAS, só dissolveu a Câmara três meses depois – o tempo de Sócrates “limpar” o PS!
Ora,
Se se vier a provar – como espero – que José Sócrates pretendia continuar uma actividade criminosa, iniciada no governo socialista anterior,
NÃO RESTAM DÚVIDAS,
JORGE SAMPAIO, tem de ser co- responsabilizado!
Quem faz um golpe-de-estado, para colocar no governo um vigarista, é porque tem interesse.
Ele que explique.
Aliás,
Podia, e talvez devesse, ter convocado eleições três meses antes.
Mas não fez!
Por causa dos pedófilos, ou dos negócios?
Que a JUSTIÇA os chame e esclareça, é o meu pedido!



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