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O Meu Depoimento:





Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.





Aos AMIGOS: deixo um pouco de mim.



Uns e outros, estão convidados a dizer de "sua justiça".



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Adriano Ferreira Pinto







sábado, julho 17, 2010

O Incompetente !

Conta-se que num reino distante, daqueles que José Cid cantou, havia um pajem incompetente.

Gerado no alvor do governo de um bastardo, jurara fidelidade ao usurpante.

Claro que o pretenso príncipe, “candidato” ao trono – como se os tronos fossem plebiscitáveis – se havia rodeado de lacaios, ainda jovens, para que um dia o servissem na tarefa de se assenhorear do trono.

Abrevio a história, porque sendo o epílogo trágico, não merecem os figurantes muitas linhas da minha pena, e menos ainda a paciência de quem as ler.

Pois bem,

Quando já “reformado”, das diabruras que fizera enquanto postulante, o falso príncipe foi repescar o pajem antigo, para que o auxiliasse na missão de se tornar SOBERANO ABSOLUTO !

Sim, ele próprio, durante dez longos anos, havia suportado um monarca anterior, a quem, com a humildade dos pretendentes, tudo suportara.

Chegara a HORA !

Estava tudo preparado.

Mas o passado não perdoa !



E o verdadeiro Príncipe, a quem ele atraiçoara, quando tomara o poder como Primeiro-ministro, continuava vivo e PRONTO A DEFENDER O SEU POVO !

Que raio, então em lugar de apoiar os que sempre tinham estado ao seu lado, quer naqueles negócios perigosos da banca, quer naquelas coisas que ninguém tinha nada de saber, o “diabo do príncipe”, ainda mexia ?

SIM !

Ele próprio “engolira sapos vivos”.

Verdade que era um “manga-de-alpaca”, formado numa escola técnica.

Mas subira na vida.

Até já fora Senhor Professor da Universidade !

Então o Saramago, também não tinha começado como serralheiro . . .

Mais uma desfeita, que o verdadeiro príncipe lhe fizera.

Por causa da justeza com que aquele “safado” actuava, quando, “inadvertidamente”, o tinha albergado no seu governo, via-se agora impedido de aparecer na queima simbólica do mito.

Na verdade, não fora assim por descuido, que suportara o “rapaz” no governo.

É que sem ele, nunca lá chegava.

Mas, quando pôde, pô-lo a milhas – , então, TINHA O PAJEM !

Aliás,

Todos sabiam que, por causa do dito, se tivera de humilhar, curvando-se perante um simples presidente de câmara, que o espezinhara numa refrega eleitoral antiga.

A ele, o Príncipe Ministro !

Mas assim, ambos correram com o Príncipe.

Estava morto e enterrado !

E para que não surgissem dúvidas, encarregara uma Duquesa, moribunda e desacreditada, de lhe “passar a certidão de óbito”.

Mas o Príncipe teimava em “mexer”. Qual animal eterno, não havia meio de o sentenciar.

SIMPLES,

Chama-se o pajem. Afinal,

É tão estúpido como o mestre, vende alma pelo mesmo, ou até menor preço, e ficou agrilhoado pela Duquesa, quando o “botou de fora” da “gaiola dourada” !

Simples e perfeito. Mas,

Plano próprio dos incapazes !

À “primeira cavadela”, o pajem tomou-se de amor com o inimigo, vá-se-lá saber porquê ?

Reminiscências do percurso do mestre ? Talvez !

E logo quando ele tentara proibir o acasalamento entre homens !

Era demais !

Todos os dias perorava em favor do “moço-de-fretes”, mas nada. Asneira atrás de asneira.

Eis senão quando, o antigo Ministro - Mor do Príncipe, num arrebatado acto de lucidez e patriotismo, explica como e porquê, a Coroa deve mudar de mãos.

Pois,

Aí o Pajem vem a terreiro, e numa bravata toma o partido do inimigo.

Mostrou o que era – INCOMPETENTE !



E AGORA ?

Resta a socrática “cixcuta” !

quinta-feira, julho 15, 2010

PENITÊNCIA



Eu, pecador me confesso !

 
Poderia começar assim o texto. Mas não.
Sou advogado há muitos anos. Já fiz um pouco de tudo o que a minha profissão exige.
Como imaginam, até fiz divórcios.
Inclusivé, evitei à mulher com quem casei, a necessidade de procurar um causídico que possibilitasse sufocar o amor que ainda lhe tenho.
Mas estou confuso.
Confesso que não percebo nada do novo direito de família.

Há poucos dias, um amigo disse-me que a filha se ia casar.
Naturalmente, dei-lhe os parabéns.
Qual quê, ia-me deitando o fogo !
Nunca vou ser avô”, disse-me com voz irada.
Já viste duas mulheres serem mães" ?

Confesso que tinha razão.
Duas mulheres, que vivam juntas, podem ser mães. Até as duas. Mas nunca serão mães do filho, uma da outra.
Logo não poderá haver laços de família, decorrentes da paternalidade, nomeadamente, entre os possíveis filhos de ambas.

Mas o que aqui me move, é outra coisa.

O recente casamento – porventura não se chama assim – entre José Sócrates e Pedro Coelho.
No meu tempo de miúdo, ninguém ousaria pensar em tal coisa.

MAS A LEI, parece, JÁ ACEITA !
Estranho, porque sendo um livre e desimpedido, o outro é casado !
Coisas da vida, em que nada tenho de me imiscuir.
Mas, como cada vez é mais normal, sobretudo num enlace apressado, sem que os noivos se possam conhecer, “deu para o torto”.

Mas, verdade, verdadinha, o problema está no padrinho.
Casamentos consanguíneos, raramente dão certo. Mas se impostos pelos padrinhos, nunca resultam bem.
E agora, pergunta-se.
Vai cada um para seu lado ?
Ficamos órfãos de pai e mãe; de dois pais; de duas mães ?

Não, meus amigos, cumpriu-se a lei.
O casal não se entendeu, e foi decretado o divórcio !
É triste ver um fim destes, logo numa família que tinha tanto futuro: no TGV, nas estradas, aeroportos e tudo onde tivéssemos de gastar dinheiro !

Só resta um consolo,
O “Juiz” que ditou a sentença, tem nome,
Chama-se Paulo Portas, já foi Ministro-de-Estado de Portugal, e agora mostrou porquê !