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O Meu Depoimento:





Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.





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Adriano Ferreira Pinto







quarta-feira, abril 21, 2010

Uma

IDEIA GENIAL



Para resolver um problema que só existe nas nossas cabeças.

Todos nós sabemos que o país atravessa uma grave crise económica, fruto da incompetência daqueles que antecederam os socialistas na governação.

É reconhecido que o Erário Público não tem meios para custear as despesas de deslocação de uma senhora deputada, que vive em dificuldades.


Aliás,
Apesar de ter concorrido pelo Circulo de Lisboa, e sido eleita pelos eleitores do mesmo,

Não suportando o custo de vida da Capital, tem de continuar a manter a sua casinha em Paris.

Carecendo de ajuda,

Para nos fins-de-semana, ir visitar os vizinhos !

Mas também,
Saber da gata da porteira, como vai o filho do actor do sexto B, que tem tido problemas na escola, e sobretudo, que grande estafada, entediar-se naquelas insuportáveis tertúlias de intelectuais, a que um deputado cá do burgo se tem de sujeitar para conhecer as dificuldades com que vivem os moradores da Casal Ventoso.

Ora,
Não podendo a dita, dado o exíguo rédito que os Portugueses lhe dão pela sacrificada vida de deputada, suportar tais gastos, ademais que jantar na Cidade Luz fica caro, há que encontrar algum meio para lhe amenizar o sacrifício.

O Presidente da Assembleia da República não encontrou solução.

Mas eu tenho, e é muito simples !

Comece-se por Coimbra,
Onde os estudantes bolseiros esbanjam as lautas bolsas de estudo – que com muito sacrifício, o generoso Governo Socialista lhes OFERECE -, na compra de livros que raramente lêem, dado não terem aprendido tal arte, no abrangente ensino secundário que o Socialismo lhes DISPONIBILIZA.

Sim,
Aqui em Coimbra, há muitos locais onde se podem angariar os indispensáveis fundos para obviar à Vergonha Nacional a que a oposição, da mais retrógrada direita, queria votar uma generosa, sacrificada e progressista deputada.

Desde logo,
Cobrando, apenas duas vezes por semana – para que os benfazejos militantes da concelhia socialista, que para tal recolha de fundos se ofereçam, se não tenham de cansar muito – a módica quantia de dez euros aos sovinas que quase todos os dias se vão banquetear à “cozinha económica”.

Quanto aos que lá não vão diariamente - para poupar para extravagâncias nas farmácias -, proponho que se lhes cobre, logo “à cabeça”, cinquenta euros, cada vez que vão mandriar uma noite à porta dos centros de saúde.

Mas para que as viagens da SENHORA DEPUTADA se possam realizar com a devida dignidade, deverá ser cobrado a cada um dos mendigos que enxameiam a cidade, metade da média ponderada do que poupam mensalmente na limpeza do vestuário e nos banhos que não tomam.

Porém,
E se ainda assim, a recolha de fundos não chegar para que a abnegada servidora da causa pública se sinta recompensada dos sacrifícios que por todos nós faz,
Então,
Que se ponham os comensais das pousadas da terceira idade, com menos de setenta e cinco anos, a trabalhar aos domingos – dia que toda a gente sabe ser o melhor para a realização das ambições pessoais e profissionais -, nas obras do grandioso projecto do Metro da Vila socialista da Lousã, de modo a que também eles possam contribuir para este Desígnio Nacional.

Por mim,
Contribuo com esta magnificente ideia. Da qual nada cobro, antes oferendo os direitos autorais à causa socialista por que todos lutamos.

Com a generosidade, do

Pinto Solidário

domingo, abril 18, 2010

RELAXE

RELAXE



Manda o trabalho à fava e vai beber um cafézinho.
O Meu Depoimento:

Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.



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Adriano Ferreira Pinto
O MILITAR

A GUERRA
José Carmo

Tudo vai bem à mesa enquanto a conversa a conversa divaga sobre os taninos do tinto. As trivialidades do tempo, ou a trivela de Quaresma.
Mas quando se descobre que sou militar, estalam certos vernizes e por vezes dou por mim na inopinada situação de alvo das tomatadas.
Alguns, mais liberais, olham-me como representante de um fenómeno residual a excluir do modelo do futuro. Com esses, as conversas são pacatas puxam cerveja. Os de tendência esquerdista, variante “caviar”, não escondem a hostilidade antimilitarista, rapidamente reconvertida em antimilitar e, tal como Rosa Luxemburg, olham-me como o representante do”instrumento de domínio sobre a classe operária”.
Alguns, excessivamente confiantes no estereótipo do militar “pá” – o Otelo encarrega-se quotidianamente de reforçar a imagem - carregam de guarda baixa, interpelando-me com enfadonhas jeremiadas sobre a guerra e a paz. Os bons e os maus, como se, ali atrás da garrafa de cerveja, tivessem apanhado Marte com as calças na mão.
A acusação mais comum é sobre a absoluta maldade da guerra, e por simpatia, a dos que a fazem ou estudam. No caso, eu, que estou ali à mão.
Eu, que sou boa pessoa, tenho gatos e cães, cedo passagem nos cruzamentos, desvio-me no passeio e levo crianças à escola, tenho de provar que não bebo napalm, não snifo pólvora, nem ando por aí de ar fachanhudo, progredindo tacticamente de árvore em árvore.
Alguns indignam-se como as beatas, quando lhes digo que a guerra não é apenas um mal absoluto “originado nas contradições económicas”, mas uma invenção humana, um instrumento para resolver conflitos.
E se opino que a descrição do homem está mais próxima de Maistre do que de Rousseau, o raro esquerdismo “caviar”, que compreende os conceitos subjacentes, berra “Blasfémia”, rasga as vestes e não só não me chama coisas desagradáveis porque o instinto de conservação é muito poderoso.
Mas a verdade, caro “caviar”, é que deste lado do espelho os conflitos existem mesmo, e têm de ser resolvidos, a guerra é tão só a última ratio, quando já não é possível escolher entre o mal e o bem, mas entre um mal e um mal menor.
É inevitável, está na nossa natureza “insociável”, como garantia Kant, e se percebe ao ver dois rapazes aos “tiros”, no recreio ou na Playstation.
Face Oculta
Ao jantar




Nove e tal da noite.

Estava a comer qualquer coisa, enquanto digeria os reveseses desta sexta-feira.
A Maria ( não sabem quem é; há tantas Marias nesta Terra, que, imaginem que é apenas e só, mais um produto da minha imaginação ), a Maria dizia, ficou muito amofinada por eu não gostar de ser postergado para o mundo dos desconhecidos, quando algum colega dela está por perto.
Faz-me sempre lembrar como é diferente da Maria Raposa. Uma pobre mulher, não que lhe faltasse fosse o que fosse em casa, que era “bem-posta”, por um sujeito da CP.
Ela que, em tempos, segundo se acertava, tinha sido uma bela mulher, era agora o rosto disforme da mãe de vinte e muitos filhos.
“Cada um de seu pai”, malévola afirmação das vizinhas, que não conseguiam cativar mais que a ira dos maridos. E, ainda assim, só “portas a dentro”, porque na rua eram-lhes tão estranhas como as pedras da calçada.
A Raposa, na verdade, não se importava que a vissem falar fosse com quem fosse.
Todos sabiam que não era por mal. Era mulher simples, do povo, como muitos gostam de se intitular, quando querem dizer que são diferentes dos que não entendem.
Na pior das hipóteses, estava a falar com o progenitor – porque epíteto de pai não merecia – de um dos seus “anjinhos”.
Mas pronto,
Essa foi a primeira grande “chatice” desta tarde.

Depois o trabalho.
Não há nada pior que a “iluminação de alguns”, para encontrar a “solução” dos nossos problemas.

Estava a imaginar que jantava.

Não digo com quem, porque pensar que jantava, já é sonhar estar com “alguém” que, de tão especial, dispensava o jantar.


Passo os olhos pela tv., enquanto observo a pasta de sardinha que vai barrando o pão, sem que eu disso me aperceba.

Uma novela,

Daquelas que não vejo, porque não tenho tempo para tudo. E esta trata de médicos e enfermeiros.
Não gosto !
Um dia, há muito, muito tempo, “roubei” uma namorada a um destes sujeitos.
Não foi façanha. Ela gostava de mim e não dele !
Mais tarde, um daqueles, ia-ma “roubando”.

Trágico.
Porque ela, não gostava dele!


O meu espanto.

Na “economia da peça” - quantas saudades de partilhar ao jantar esta expressão, de que nunca entendi o sentido, diga-se, – aparecia um pai que ia “devolver” antecipadamente, os filhos à respectiva mãe com quem aliás fora casado.

Confuso ?
Não sei.
Fui casado. Mas, nunca tive mosss filhos.

Pois bem,
Enquanto jantavam, a mãe foi sindicando – com a mestria de magistrada do M P, e confesso que não conheço a putativa profissão da personagem – os filhos, miúdos, acerca das actividades do pai enquanto estavam na sua companhia.

Para espanto, meu pelo menos, foi a filha quem peremptoriamente entendeu qua a mãe tinha ciúmes de uma jovem namorada do pai.

Claro que a progenitora, esquecendo que a idade lhe não pesava ainda, assumiu o papel da superioridade moral: “o vosso pai não ganha juízo”.

Já vi, e ouvi treinadores de futebol dizerem que o árbitro errou sem querer !

Mas não ver a realidade !

Meus caros botões,
Acho que só o sujeito que dá a cara pela agremiação do Sport Lisboa e Benfica, ainda não percebeu que o andam a enganar.
Mas isso é outra “estória” !

POIS BEM,

Enquanto abria o frigo, na busca de algo que me arrefecesse a cigarrilha que teima em me não largar os lábios, ouvi algo que me gelou:

Apagaram as escutas !

O quê ?
Já não há escutas ?
Então e os “ouvidores” ?
Que é que fizeram àqueles céleres “professores” do Norte, que em lugar de dar aulas, andavam a ouvir os desabafos dos colegas.

Tanta vez pensei, em Setembro passado, que se ao governo chegasse gente séria, seria altura de levar à Justiça essa escumalha, e bem assim quem os mandava.

A escumalha, não faço ideia onde esteja.
Por certo promovida a “ouvidores na corte”.
Que o cerco da verdade, quanto mais aperta, mais exige de lealdade por parte dos inúteis.

Esquecem, graças a Deus, que a inutilidade que revelaram ao longo do tempo, seja ao serem professores, desenhadores, arquitectos, agentes de engenharia ou, simplesmente pais – como na novela -, algum dia vai ser descoberta, mesmo que pela “filha mais nova”.

Entenda quem quiser !

Ainda não esqueci a Semana-Santa, que recentemente vivemos.
E não posso deixar de recordar quando, miúdo, e nos idos de Sessenta, de opa acompanhava a Procissão do Senhor dos Passos.

Ocorre-me que, por ironia, um partido, ao qual tantas vezes e, como muitos outros, ensinámos a sobreviver, tenha escolhido a Páscoa para elevar ao trono um líder.
Qual cordeiro ..., também ele é a face oculta do desígnio da História.

Aaaa Final !
Dizia a canção:
Hoje eu sou o Herói Principal.

Os Portugueses também vão dizer. Pena que tenham de pagar por isso.


Não cedo à tentação:
Há pessoas que, como José Sócrates, não entendem que só a par de virtudes públicas, podemos ter vícios privados – como fumar nos aviões ! ! !

Vou dormir.
Talvez encontre a face oculta . . . da Lua!