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O Meu Depoimento:





Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.





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Adriano Ferreira Pinto







segunda-feira, março 23, 2015

O Chico - “Pilha-galinhas”

O Chico!
Pilha-galinhas


Aqui há muitos anos, o “Chico” – moço sagaz e destemido – dedicava-se a pequenos roubos, lá na aldeia.

Coisas de pequena monta, de tal sorte, que até lhe chamavam o “pilha-galinhas”!

Pois não é que, certo dia, lhe “soou”, que andava um Gnr, a fazer perguntas acerca do desaparecimento de um saco de cimento, na obra do “Joaquim das Couves”, homem abastado e invejado, lá na terra.

Passou uma noite sem dormir.
Então não era que o cabo Jorge, já descobrira que fora ele!
Não “pregou olho”, até o Sol nascer. Mas ouvir cantar o galo, que o Joaquim tinha lá no quintal, descansou – tinha solução, para o caso. E,

Dormiu, um sono repousado, até ao meio-dia. Nessa altura,
Levantou-se, fez a barba – o que já não era costume há muito tempo -, vestiu o fatinho de ir namorar, e dirigiu-se ao Posto da Guarda.

- Está aí o Senhor cabo? Quero falar com ele, afirmou de forma resoluta.

- Não, não está - respondeu o “praça” de serviço -, foi patrulhar a feira.  

Como se não soubesse ele, que era estavam a 24, dia da feira da sede do concelho.

- Sendo assim, e porque não posso resolver isto de “homem-para-homem”, QUERO APRESENTAR QUEIXA contra ele.

- Oh Chico, que é que ele te fez, não me digas que te não pagou o ordenado, gracejou o militar de serviço.

- Anda “metido com a minha irmã”. Até a “emprenhou”. Já que não lhe posso ir ao focinho, para defender a honra dela, apresento queixa. Há por aí papéis para isso, não há?

Preenchido a participação, saiu vociferando: “mato os dois, não quero ter um sobrinho “chui”! ainda hoje cá volto!

Preocupado com uma tragédia anunciada, o agente de serviço, no Posto, comunicou ao Comando o sucedido, e fez seguir a queixa apresentada.

Seguiram-se os trâmites habituais.

Dois dias depois, o Chico dirigiu-se ao Posto para “tirar desforço” do “cabo prevaricador”.

- Onde é que ele está? Se é homem, que apareça!

- Oh Chico, ele foi chamado ao Comando. Isto são crimes graves. Aqui já não volta. E, se não “apanhar” cadeia, já vai bem. P`ra rua vai, de certeza. Isto aqui é rigoroso!

- Cobarde! Fugiu quando lhe ia à cara. Que fique preso, por muito tempo! Assim é que é!

Vociferando, lá se dirigiu à tasca do barbudo, para “afogar as suas mágoas”.

- Que é que queres hoje?

- Um “Wisque”, dos grandes.

- Tens dinheiro para pagar?

- Pago amanhã. Chegou hoje uma camionete de cimento para o “Quim das couves”. E o Cabo já foi embora, de vez!


domingo, março 22, 2015

O Destino tem caprichos terrívei

Se, durante as recentes audições, na Assembleia da República se exigisse prova de conhecimento da actividade bancária, até três gerações anteriores, aos intervenientes nas mesmas que aconteceria? 

O “suspeito” Ricardo Salgado diria, possivelmente: 

- o meu trisavô fundou um banco. O meu avô continuou e desenvolveu-o. O meu pai esteve ligado à actividade, apesar de a família ter sido espoliada após a revolução do 25 de Abril, que levou alguns à prisão e ao exílio. Mas voltámos cá, comprando o que era nosso. 

Outros diriam, 

- pedi alguns empréstimos que, ao contrário dos meus pais, não vou ter de pagar, o BPN acabou, a Caixa é nossa, e do BES … já “demos cabo”! 

Mas, ainda assim, e para não faltar à verdade, alguém mais, provido da sua “especial competência”, como O Professor Louça, recentemente referiu, diria:

- ah, experiência bancária da família? Só mesmo dos assaltos!