A Crise !
Tento
hoje explicar a crise que atormenta Portugal.
Pretensioso, dirão uns. Louco varrido,
assegurarão outros.
Nada mais errado !
Nem o pretensioso “engajado”, que
Rangel – o assalariado socialista, para a comunicação social –, pateticamente
teima em ser; nem o louco ministro, que partilha o leito com “os mercados”,
para evitar ter de os enfrentar.
Apenas tento contar o que pensa alguém,
pertencente à chamada Sociedade Civil, embrenhado na vida comunitária há tempo
suficiente para saber distinguir o que verdadeiramente está em causa.
Da, e na observação diária das relações
sociais é fácil depreender qual o grau de decrepitude da “alma” do Povo
Português.
Conto, a propósito, mas em resumo, um
caso que recentemente me chegou ao conhecimento.
Uma certa mãe, senhora com mais de oito
décadas de idade, mas pessoa com inquestionada lucidez, e actividade
profissional activa, questionava um filho – claro que com mais de meio século
de existência – acerca do destino que a respectiva vida havia tomado.
Claro que à dita senhora nada importava
a carreira que o dito havia trilhado no passado, nem a que actualmente seguia.
Tão-pouco a inquietava o êxito
profissional que o mesmo tivesse obtido, ou estima granjeada entre os seus pares.
O que a inquietava era a situação económica
do “filho mais velho”, que em nada se comparava com os restantes.
- Todos estão bem, dizia, enquanto lhe
apontava os exemplos dos irmãos. Na verdade,
A mais novinha de todos – quarentona,
diga-se – era professora e “tinha o seu lugar”.
E a mais velha das raparigas ainda
estava melhor. Não tinha conseguido seguir a carreira para que, o mesmo curso
dele, a talhara, mas era “Técnica Superior” numa Câmara – estava “arrumada” !
Até o mais novo dos rapazes estava
muito bem na vida. Ganhava ordenado como quadro superior numa das empresas
monopolistas –, à qual todos nós temos de pagar os preços que, com o beneplácito
do Estado, nos exige !
Bem, havia outro irmão, o segundo na
escala etária, que ao longo da vida trilhara o caminho do êxito profissional e
que, apesar dos desaires/falências das empresas para que trabalhara, sempre
tinha sobrevivido. Também “não estava mal”, no entender da veneranda senhora.
Incrédulo com a postura da mãe - que após
o 25 de Abril, de forma veemente e verdadeira, havia declarado aos vencedores,
que não “comprava” o futuro dos filhos, com a traição – o velho filho lembrou à
mãe duas pequenas coisas:
Que o “idílio” que ela via na vida dos
três irmãos mais novos, era produto de um crime social iniciado com o governo
de Cavaco Silva e a adesão à, na época, CEE.
E que após a criminosa actuação dos
governos socialistas, a “brincadeira” haveria de ter um fim.
“Ai que disseste tu” !
Imaginem ! Raios e coriscos !
O filho atreveu-se a recordar-lhe o
episódio que já referi, mas a memória da senhora, fruto da idade certamente, já
não a deixava recordar-se de nada.
- Mas
eles estão todos bem !
- Pois
mãe, mas quando os funcionários públicos forem despedidos por nós particulares
já não ganharmos para os sustentar, o que vai acontecer ?
- Devias ter ido, era para notário !
A crise nacional, mais que dos
desmandos dos socialistas – seja na vertente PS, seja PSd (não PPD) -, advém do facto de pessoas como a minha personagem terem
perdido a noção da realidade da nossa terra.
Mas, enfim, compreendo. E aqui, na
verdade, está a explicação do “Triunfo dos Porcos”.
Filha de professores primários – assalariados
“ex oficio” do Estado Novo – onde havia contenção e decoro nos gastos -, detestou
sempre a iniciativa privada da família do defunto marido, que lhe proporciona o
nível de vida que hoje tem. Do mesmo
modo que ignorou os sacrifícios paternos para sustentar as poucas terras que tinham.
O que conta são os “vencimentos” que o
Estado paga, mesmo ou ainda que seja por “arranjos” socialistas.
Como vêem, com gente assim, TINHA de DAR em CRISE !
E o que será que a dita senhora pensa
hoje ?
Confesso que não sei.
Há
uma semana que não falo com a Mãe ! ! !

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