Hoje
tenho pouco tempo - I
Eu, pecador, me
confesso.
Trabalhei para num “correspondente
bancário”, antes da triste data de 25/04.
Tínhamos excelentes
clientes – gente de muito dinheiro.
Escuso de referir
que NUNCA MENTIMOS aos clientes, acerca do tipo de depósito que faziam, do
respectivo prazo e das condições de resgate das aplicações feitas.
Não fora assim e teríamos
perdido o nosso “ganha-pão” , que o 25 de Abril e as nacionalizações do 11 de
Março, NOS ROUBARAM!
Pelo sobredito,
tenho de, com muita tristeza, dizer que não acredito no “folclore do caso BES”.
Piamente aceito,
talvez haja um, ou outro, investidor,
que julgasse ser depositante.
Mas, meus
estimados, ninguém me faz acreditar que toda essa gente que transformou depósitos
– seja à ordem ou a prazo - de pequena rentabilidade, por “depósitos” – como dizem
-, de GRANDE e IMEDIATO RENDIMENTO, suspeitou que era um negócio de risco?
Foram ingénuos? Talvez.
Mas, nos anos setenta,
os meus clientes, já queriam saber tudo acerca das condições que lhes oferecíamos.
Será que esta gente
que anda por aí a ocupar agências bancárias e a exigir que lhes paguemos as “suas
poupanças”, alguma vez se propuseram a cede-nos – aos contribuintes -, as mais –
valias dos respectivos “depósitos”.
Haja vergonha. Quiseram
ganhar muito e em pouco tempo. É um risco. Já o corri e ganhei. E também perdi,
até mais, do que outrora ganhei! É a vida!
Mas não façam de
nós parvos.
Se têm razão de
queixa, se foram enganados, recorram aos tribunais!
NÃO QUEIRAM É QUE
SEJAM OS POBRES A SUPORTAR UMA OPERAÇÃO DE AGIOTAGEM!

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