2005/12 – Odisseia,nos Pas(ç)sos !
“Aventura Cortesã”
A resenha que se segue - mero produto de uma alucinação bairradina - é o relato sincopado da atribulada missão do Cap. Coelho, no comando da nave com o número de código:
PSD.03.2010/colapso final.
- 10:45 - 3 de Janeiro de 2012 – as forças satânicas do Sousa, derrotado na recente batalha natalícia de 2011, reagrupadas em torno da Igreja do Rato, aguardam a chegada, como reforço, dos desbaratados da unidade de defesa de Aveiro, que até há dois dias fora comandada pelo intrépido jovem tenente Candal.
- 11:05 - 3 de Janeiro de 2012 – o Comandante Sousa é informado de que, por falta de pagamento da factura de energia eléctrica, e apesar do empenho do, ainda que reformado, operacional Penedos, o “TGV do Norte” ficara retido em Alfarelos.
- 11:15 - 3 de Janeiro de 2012 – chegam ao Comando do Rato as primeiras notícias de que os bravos efectivos provenientes de Aveiro, estavam a ser transportados para os HUC, dada a desnutrição ostentada pela maioria, dos que ainda conseguiam caminhar. Tomara conta da operação o camarada Pato, recém alistado, por via da amizade que sempre tivera com o, agora desaparecido, Comandante Alegre. Corre até a notícia de que o mesmo terá desertado, e se encontra em fuga para o Norte de África, onde ainda terá parentescos, gerados “em tempos de servidão”.
- 11:30 - 3 de Janeiro de 2012 – uma marcha do corpo especial da JSD – “a jota é demais” – criado no século passado, quando governava o partido “Sir” Aníbal, vem pôr cerco aos revoltosos do Sousa. Não trazem comandante porque, no reagrupamento efectuado, pelas seis da manhã, ao encerrar do Bairro Alto, ninguém encontrou o “comissário” Frasquilho.
- 11:45 - 3 de Janeiro de 2012 – uma delegação mediadora, chefiada pelo venerando D. Jaime, procura interpor-se entre as forças contendoras.
- 12:00 - 3 de Janeiro de 2012 – a ASAU – Associação Secreta dos Amigos unidos -, em colaboração com a AMI - Associação Mutualista dos Indignados -, a Associação dos Candidatos Despejados, os AA, a Liga de Protecção do que é Natural, o Movimento Anti-Touradas, Os Verdes de Portugal e outros - estabelece no Largo do Rato um perímetro de segurança, onde apenas se podem vender “estimulantes” não alcoólicos, por forma a retemperar o “ânimo” dos “camaradas mais desgastados”.
- 12:10 - 3 de Janeiro de 2012 – esgotam-se as reservas do refúgio, e verifica-se uma debandada em direcção ao Martim Moniz, para comprar “recordações” - em saldo num paquistanês -, do dia que vai ficar histórico.
- 13:00 - 3 de Janeiro de 2012 – após tomar conhecimento da debandada, Coelho dá ordens para o assalto final.
- 13:10 - 3 de Janeiro de 2012 – D. Jaime entrega ao comandante Coelho as chaves de uma Fundação, surtida na noite anterior.
- 13:30 - 3 de Janeiro de 2012 – as forças de Coelho tomam de assalto as instalações da Fundação mas . . ., dela já Só Ares restam !
- 13:45 - 3 de Janeiro de 2012 – sem saque, desesperado, Coelho e os seus homens, dirigem-se para a orla do Tejo, em busca de qualquer navio que, incautamente aportado, possa substituir as riquezas que não encontraram no Rato.
- 14:00 - 3 de Janeiro de 2012 – ao largo, no rio, emerge o “TRIDENT” !
Imaginem quem vem na ponte !
Seguramente, algum Ministro do Mar !
