Querem ajudar-me nas questões que aqui deixo? Obrigado.

O Meu Depoimento:





Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.





Aos AMIGOS: deixo um pouco de mim.



Uns e outros, estão convidados a dizer de "sua justiça".



Obrigado pela visita!





Adriano Ferreira Pinto







quarta-feira, novembro 17, 2010

2005/12– Odisseia, nos Pas (ç) sos !



2005/12 – Odisseia,nos Pas(ç)sos !


Aventura Cortesã

A resenha que se segue - mero produto de uma alucinação bairradina - é o relato sincopado da atribulada missão do Cap. Coelho, no comando da nave com o número de código:


                                                      PSD.03.2010/colapso final.



- 10:45 - 3 de Janeiro de 2012 – as forças satânicas do Sousa, derrotado na recente batalha natalícia de 2011, reagrupadas em torno da Igreja do Rato, aguardam a chegada, como reforço, dos desbaratados da unidade de defesa de Aveiro, que até há dois dias fora comandada pelo intrépido jovem tenente Candal.

- 11:05 - 3 de Janeiro de 2012 – o Comandante Sousa é informado de que, por falta de pagamento da factura de energia eléctrica, e apesar do empenho do, ainda que reformado, operacional Penedos, o “TGV do Norte” ficara retido em Alfarelos.

- 11:15 - 3 de Janeiro de 2012 – chegam ao Comando do Rato as primeiras notícias de que os bravos efectivos provenientes de Aveiro, estavam a ser transportados para os HUC, dada a desnutrição ostentada pela maioria, dos que ainda conseguiam caminhar. Tomara conta da operação o camarada Pato, recém alistado, por via da amizade que sempre tivera com o, agora desaparecido, Comandante Alegre. Corre até a notícia de que o mesmo terá desertado, e se encontra em fuga para o Norte de África, onde ainda terá parentescos, gerados “em tempos de servidão”.

- 11:30 - 3 de Janeiro de 2012 – uma marcha do corpo especial da JSD – “a jota é demais” – criado no século passado, quando governava o partido “Sir” Aníbal, vem pôr cerco aos revoltosos do Sousa. Não trazem comandante porque, no reagrupamento efectuado, pelas seis da manhã, ao encerrar do Bairro Alto, ninguém encontrou o “comissário” Frasquilho.

- 11:45 - 3 de Janeiro de 2012 – uma delegação mediadora, chefiada pelo venerando D. Jaime, procura interpor-se entre as forças contendoras.

- 12:00 - 3 de Janeiro de 2012 – a ASAU – Associação Secreta dos Amigos unidos -, em colaboração com a AMI - Associação Mutualista dos Indignados -, a Associação dos Candidatos Despejados, os AA, a Liga de Protecção do que é Natural, o Movimento Anti-Touradas, Os Verdes de Portugal e outros - estabelece no Largo do Rato um perímetro de segurança, onde apenas se podem vender “estimulantes” não alcoólicos, por forma a retemperar o “ânimo” dos “camaradas mais desgastados”.

- 12:10 - 3 de Janeiro de 2012 – esgotam-se as reservas do refúgio, e verifica-se uma debandada em direcção ao Martim Moniz, para comprar “recordações” - em saldo num paquistanês -, do dia que vai ficar histórico.

- 13:00 - 3 de Janeiro de 2012 – após tomar conhecimento da debandada, Coelho dá ordens para o assalto final.

- 13:10 - 3 de Janeiro de 2012 – D. Jaime entrega ao comandante Coelho as chaves de uma Fundação, surtida na noite anterior.

- 13:30 - 3 de Janeiro de 2012 – as forças de Coelho tomam de assalto as instalações da Fundação mas . . ., dela já Só Ares restam !

- 13:45 - 3 de Janeiro de 2012 – sem saque, desesperado, Coelho e os seus homens, dirigem-se para a orla do Tejo, em busca de qualquer navio que, incautamente aportado, possa substituir as riquezas que não encontraram no Rato.

- 14:00 - 3 de Janeiro de 2012 – ao largo, no rio, emerge o “TRIDENT” !

Imaginem quem vem na ponte !

Seguramente, algum Ministro do Mar !









A Jogadora !

A Jogadora !


*

Escrevo, enquanto oiço, porque a tv está numa divisão contígua, um debate prévio às eleições para a Ordem dos Advogados.

Se fosse político tinha de aqui fazer uma “declaração de interesses”. Mas não sou !

Conheço o actual Bastonário desde os tempos da faculdade.

Sou seu amigo, como estou certo de que é meu.

E, confesso, a coisa mais difícil que ao longo da minha vida tive de fazer, foi tentar explicar a alguém que está errado.

À bon entendeur . . . “

**

Vem isto a propósito de uma senhora, minha conhecida - empresária de profissão, como costuma dizer -, que é responsável pela vida de alguns, poucos, trabalhadores que diariamente se esforçam para que o trabalho diário que fazem na lavandaria, traga à empresa benefício, vulgo lucro, que, ao menos, dê para lhes pagar.

Pois bem,

Por razões que me não respeitam, mas acredito tenha sido desnorte ou má gestão, a dita senhora entendeu que resolvia os problemas financeiros da “sua empresa”, passando umas noites em Espinho, ... no casino !

Sei que um amigo comum – por razões que conheço, mas não vêm ao caso, dada a passionabilidade das mesmas – a tentou aconselhar.

Mas é tão difícil convencer uma pessoa da asneira que faz !

E reconheço que, ao longo da minha vida pessoal e profissional, a coisa que mais me revoltou, foi a ESTUPIDEZ – porque outro nome não tem -, das pessoas que se julgam no direito de, mais que aconselhar, impor comportamentos.

Não Fumas !” ; “Não Bebes ! ”; “Não ... te divertes !”, são as palavras/expressões que os incompetentes, inúteis e incapazes – a quem a vida indevidamente sorriu -, usam para dominar quem EFECTIVAMENTE alguma coisa vale.

Dito isto, compreendem que eticamente me não sinta no direito de criticar nenhum amigo.

E, quanto ao Marinho, nunca me causou qualquer prejuízo patrimonial, nem me vigarizou, nem isso faz parte da sua génese de pessoa.

Quanto a isso, que não restem dúvidas.

***

Mas o que hoje queria frisar, era a incompetência do actual governo. O desnorte com que actua e se exibe. Já não só “intra-muros”, mas nos areópagos internacionais, onde era suposto apresentar-se como “pessoa de bem”, que não é, mas devia parecer.

Agora como troca-tintas é que não !

Um ministro que no exterior apregoa a incapacidade do país em cumprir as obrigações internacionalmente assumidas – em lugar de reconhecer que a incompetência para tal, é do governo a que pertence -, não deve ter a confiança dos superiores, nem merece o respeito dos pares.

A não ser que, uns e outros, sejam tão – evito dizer incompetentes, porque o próprio o não é -, inconscientes quanto ele.

Será que o dito não percebeu ainda que, no estrangeiro, apenas acreditarão em nós quando um dirigente politico apresentar um plano de governo austero, é certo, mas exequível ?

Chupar, até ao tutano, os pobres, sejam doentes, reformados, deficientes, desempregados ou outros desgraçados da vida, não é solução !

Tributar os mendigos, para manter a opulência dos incapazes, dos parasitas que mantém na sua “corte”, não é solução para nenhum governo, muito menos para o desgoverno de Sócrates.

Há uns dias, um amigo meu Inglês, que naturalmente não está habituado aos maneirismos republicanos, perguntou-me se o Chefe-de-Estado não podia fazer alguma coisa.

Imaginam o meu constrangimento e vergonha.

- Poder, podia, e devia, mas quer ser reeleito! - Respondi enquanto disfarçava com um cigarro, que se não queria deixar apagar.

É esta a lei da vida em Portugal !

Vingam os que querem perdurar no poder e os que, por mais não saberem fazer, simulam que têm poder.

Assim vão morrer as Instituições, Falir as Empresas, sucumbir a Moral – não apenas, mas também, no sentido ético -, de um POVO, que Camões apelidou de NOBRE.

Mas,
Estou tão certo de que o referido ministro se interesse pela Lírica Camoniana, como a minha amiga saiba dividir as “orações” d’ Os Lusíadas.

Também é normal. O presidente do ministro, quando o era, ignorava o número de “Cantos” da obra, ou sequer o que tal significava.

Resta-me confidenciar uma coisa. A “amiga”, também é economista e Socialista !

Está tudo dito . . . !