Querem ajudar-me nas questões que aqui deixo? Obrigado.

O Meu Depoimento:





Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.





Aos AMIGOS: deixo um pouco de mim.



Uns e outros, estão convidados a dizer de "sua justiça".



Obrigado pela visita!





Adriano Ferreira Pinto







domingo, dezembro 23, 2012




BOAS FESTAS



Aos meus AMIGOS, destas “paragens”, desejo,



SANTO e FELIZ NATAL

domingo, dezembro 16, 2012

O LOGRO ! Veto do Presidente ?


O LOGRO !
Veto do Presidente ?

Têm-se, diariamente, repetido os apelos para que o Presidente da República, proceda ao veto do Orçamento de Estado, aprovado, por maioria de deputados, no Parlamento Nacional.
Confesso que me causa estranheza, ver certa gente vir pedir – por vezes exigir –, tal comportamento.
É certo que tal estapafúrdio procedimento foi originado pela actuação de Sua Excelência. Na verdade,
Em desafortunado aparecimento popular reivindicou, para os favorecidos pelo erário público, um regime especial de excepção - relativamente aos sacrificados trabalhadores privados -, dando mote às mais diversas entorses do que seja uma verdadeira política de solidariedade e justiça social. E assim,
Abriu caminho para as mais diversas e aberrantes extrapolações da interpretação do princípio da equidade, e correlativa aplicação ao interesse da administração pública.
De tal sorte,
Deixou livre o caminho para as mais torpes interpretações da INFELIZ decisão do Tribunal Constitucional, proferida no decurso de um pedido de declaração de inconstitucionalidade da justíssima – também temos direito a opinião, até jurídica – opção política, de suspender as mordomias dos empregados do Estado, COM RENDIMENTOS ACIMA DE UM ELEVADO1 ESCALÃO REMUNERATÓRIO, enquanto durasse a situação de penúria geral da população portuguesa.
Mas mais,
Criou na opinião pública a ideia de que os funcionários do Estado eram credores de uma obrigação - devida pelos restantes portugueses -, para que pudessem manter o nível de vida que, desde o seu consulado como Primeiro-ministro e até aos mais recentes tempos, vinham fazendo.

NADA DE MAIS ERRADO !!!
Os empregados públicos não devem, NEM PODEM, receber mais que qualquer trabalhador privado.

Sendo certo que,
Achando-se dependentes de uma entidade “falida” – o Estado Português, que “se entregou aos credores”, POR DECISÃO do legítimo governo de JOSÉ SÓCRATES -, terão de ser remunerados pelo excedente das despesas essenciais e inalienáveis do mesmo Estado; a saber:

Pagamento das despesas essenciais com pobres, velhos e doentes, que não tenham meios próprios para custear as suas necessidades.

Só depois, e após satisfeitas estas exigências naturais do Estado, se poderá apurar quanto “resta” para suportar as pretensões dos assalariados públicos.
Claro que a ninguém se deve negar o natural e sagrado direito de querer obter maiores proventos. E,
A ninguém se impõe o estatuto de servidor do Estado. Só lá está quem quer. E se quer, é para servir. Não para se servir !
Se a Administração Pública não tem meios remuneratórios, que satisfaçam a gula dos funcionários, existe um meio simples de a satisfazer: que procurem lugar no sector privado – onde, talvez, haja . . . TRABALHO !
Sem indemnizações, nem espúrias “reformas”; que se despeçam. MAS,
Exigir aos TRABALHADORES PRIVADOS – tenham ou não rendimentos da sua labuta -, mais e mais impostos, para que os empregados públicos tenham passeios de fim de ano e viagens nas férias, pagos pelos contribuintes,
NÃO !!!

1Longe do salário mínimo, com que se têm de governar muitos dos verdadeiros trabalhadores – que sustentam a economia nacional.

terça-feira, dezembro 11, 2012

Les fantômes de L` OPÉRA




Le Fantôme de L` Opéra


Furtif, surveillant la gare, António, le portugais, il attendait l`arrivé du train de Lisbonne.

Trois degrés, sous minimum, la blanche neige, que devient nocturne la faible lumière du jour restant, l` incertititude . . . tout va en abbon de la doute de Tonio.

Pourtant,

Une petite «broa milha», un morceau de «cacholeira» et quelques bouteilles du nouveau vint – son, dernier et absolu, souhait de noël – étaient en train de arriver.

Depuis son absence du pays, le dernier juin, il n´aurait - jamais de la vie, - s´imaginé, ici, attendant la morue que, Léonor – sa jeune « maitresse » -, demandait, á peine de retourner, elle-même, et toute seule, au Portugal.

            Ils sont les derniers, des derniers, survivants d’une des plus nombreuses, si anciennes que puissantes, familles du Portugal traditionnel ; mais, quoique solides – par la fermeté des liens de leurs membres -, ils devenaient faibles, jusqu`en face de trahisons de certains qu’ils avaient invité chez eux.

             Personne les savait, et moi, moi-même, je sais plus qu’ils ne restent qu´au imaginaire de l` année de mil nove cents soixante quinze ; donc, le denier siècle.

Pourtant, et aussitôt,

**

JOSÉ, também português, no seu fauteuil, numa pequena, mas acolhedora, sala de “auberge”, das que, “a peso de oiro”, os “exiladoscompram na Rive Gauche, lia o último número de uma revista de moda.
Pés no pequeno “puff”, verde rubro - que dona Micaela lhe trouxera de uma viagem a Portugal, e comprara na visita à feira da Golegã -, procura esquecer as agruras das aulas a que faltara na manhã desse dia.

Então não é que aquela gentinha não respeitava a importância que ele tinha no país que o sustentava?

Não que fosse o Estado do mesmo a suportar as suas despesas. Mas fora lá que ganhara o dinheiro que agora gastava.

E a dinheirama que os franceses hoje lhe “comiam”, tinha custado o suor dos seus antepassados!

Obrigá-lo a ir às aulas? Mas que ousadia!

Então? Ele, bacharelado, licenciado, e só não doutorado por a universidade ter acabado – por sua própria vontade, verdade seja dita -, haveria de ter de, às mesmas horas, frequentar o mesmo espaço e partilhar o mesmo cheiro, do perfume barato das colegas feministas?

Que ideia mais peregrina.

Aqui em casa tem, das rosas que lhe trazem da sua terra, ao menos o odor - que até em Janeiro se manifesta -, estuda no momento em que “o bestunto” está mais disponível, e sempre vai recordando, na Tv, os tempos gloriosos do Diogo.

É a sua predilecção - ver o Diogo.
Ele também é um mal amado.

Passou por todos os palcos.

Pousou na televisão, escreveu para teatro, deu aulas do que sabia e inventava, foi mestre e professor e, agora, agora anseia que a Tv, mesmo privada, lhe retribua os minutos da fama que com ele ganhou.

Como é triste ter sido governante, e já não ter governo !

Mas agora, ao menos, pode ler; estudar, aprofundar os conhecimentos. Actualmente, até está a ler Nietzsche – o Frederico, aquele que, dizem, infernizou a cultura grega pós-socrática –, e a sonhar com o futuro.

- Sr. Doutor. Oh sr. Doutor?

- Que raio quer a velha? Logo agora que eu tinha percebido a primeira pergunta desta “tralha” – “quem sou?”. Que mania, a destes franceses, de meterem em cada casa uma rameira reformada, que em Portugal nunca compôs flores, e a que chamam de concierge.

- Monsieur engenheiro!

- Que va-t-il, marie ?

- Oh Sr. Engenheiro, então esqueceu-se da Opéra? Vai hoje um grande espectáculo. Até trazem um colossal cantor da nossa terra !

- Que dites vous, marie? – Ela detestava que lhe chamassem Maria, por razão do tempo em que servira em Lisboa!

- C`est un chanteur, on dit que bien illustré, un teneur …

- Quê? Quem?


- On a dit, qu’il vous surviendra, bientôt, rendre compagnie . . . Monsieur Lapin ! ! !


***

Malgré tout,

Soi que José, et bien que son delphin, deviennent des illustres personnages au triste et respective pays,

António e Léonor, RESTERONS TOUJOURS INOUBLIABLES, prés de leur peuple !