Meu Caro Dr. Ribeiro e Castro:
Confesso que acreditei em si. Também já não era a primeira vez. E acredito que não tenha sido o único.
Eu explico.
Portugal, ao contrário do que muitos dizem, não está em nenhuma encruzilhada. Pelo contrário.
Nunca, desde há mais de oitenta anos, o nosso país foi tão apetecível de governar, como agora.
Apetecível, entenda-se, para quem queira abraçar um desígnio de restauração dos valores Pátrios. Para quem queira romper com a sujeição à Europa e ao socialismo dos negócios.
Confesso que nunca acreditei que o meu distinto dirigente, pudesse “romper” com a Europa. Seria contra-natura !
Mas acredite que sonhei que se atrevesse a defrontar essa gente que os domina.
Sim ! Porque afinal, o magno, supremo, o intransponível problema de Portugal, é o deficit.
Não é o que dizem ?
Ora,
Bastaria “apagar” a “inevitabilidade” ( ? !!! ) dos contratos assinados por Sócrates, para livrar o País de grande parte das faraónicas responsabilidades em que está enfeudado. Não é ?
Claro que, entre outras coisas, estar-me-á a chamar estúpido, para, simpaticamente me não apelidar de maoísta.
Agradeço que o não faça, porque nunca admirei Mao-Zé-Dong, nem me agrada que me atribuam a qualidade que Sócrates tem imposto a todos os portugueses.
Mas, e já agora, sempre lhe recordo – permita a ousadia –, que na Comissão Europeia haverá quem entenda a legitimidade de um Povo para anular as asneiras daqueles que se apropriaram dos seus destinos.
Lembro que há trinta e cinco anos, um Coronel de engenharia - com “curso” verdadeiro – também decidiu “obrigar” Portugal a acordos, que a Nação não tinha autorizado.
Pois, como bem sabe, Durão Barroso foi um dos muitos milhões que se opuseram ao cumprimento do devaneio louco do Primeiro-ministro de então – legítimo, note-se, ainda que à luz da “legitimidade revolucionária” -, que lançaria Portugal nas “garras” do Pacto de Varsóvia e do comunismo europeu.
Seguramente, o mesmo Senhor, hoje Presidente da Comissão Europeia, não irá estranhar que, em Portugal e na actualidade, outros lhe sigam o exemplo patriótico que então teve.
Porquê, então, o seu recuo ?
Anunciou, em Setembro, que a sua decisão estava dependente do desfecho de um assunto familiar, a ocorrer no início deste mês.
Se assim foi, e nada me faz crer o contrário, mais não tenho que me remeter ao silêncio, e desejar que Deus o ajude no que necessário seja. E, se me permite a ousadia, oferecer os préstimos que sei não ter, mas poderei inventar, se lhe forem úteis.
Mas, se acaso alguma razão assistir ao argumento, propalado pela comunicação social, de que não queria ( quereria ) aprofundar a divisão de eleitorado, devo dar-lhe os parabéns – a vingança serve-se a frio !
Na verdade,
No preciso momento em que as sondagens dão a vitória ao poeta – nós não andamos aqui há dois dias –, o sr. dr. sai da corrida !
Entendamo-nos, os cinquenta e pouco por cento de Cavaco Silva, neste momento, serão 50, se forem, no final de Outubro.
E ninguém duvide de que em Janeiro, se não tiver o apoio, ainda que implícito, de José Sócrates, não passará dos 45% !
Tenho por certo que, a não existir um candidato que represente a vontade dos Portugueses de mudar o rumo de Portugal, vamos assistir à segunda vitória de Manuel Alegre contra Soares.
Também ele vai ganhar numa segunda volta.
Aprendi, há muitos anos, que se a coragem não proteger os audazes, a timidez nunca ajudou os valorosos.
No momento que passa, apenas recordo a coragem de um Homem que, na França laica, republicana, socialista e não sei que mais, decidiu afrontar a herança do comunitário Delors.
Recorda o resultado, meu estimado amigo ?
Pois foi. Pela primeira vez, e contra todas as expectativas, a segunda volta das presidenciais não foi disputada com nenhum candidato de esquerda !
Mas, e não me leve a mal se erro, a sua vingança é perfeita !
Neste momento, no arco partidário de governo, só restam dois nomes para avançar.
E sabe que qualquer deles não hesitaria em sacrificar o “remanso” da vida partidária pelo País.
Mas também sabe, que Portugal não está pronto para aceitar Paulo Portas como Presidente, nem o PSD admitiria ver Santana Lopes pôr ordem na casa.
Fico feliz por, com o CDS, o PPD, outros partidos, e sobretudo os Portugueses, podermos avançar para a vitória sobre a esquerda.
Certamente já sabe o nome do Português que, há meses, se prontificou a avançar contra este estado calamitoso das coisas.
Sem o apoio dos partidos parlamentares não teria possibilidade de disputar a Presidência, ainda que a merecesse.
Agora, vamos ver !
Só desejo que o exemplo de Jean-Marie Le Pen frutifique em Portugal. E, desta vez, GANHE !
“ ... tudo ou nada, o meio-termo é que não pode ser ...”, recorda ?
P. S. ( post scriptum, leia-se ! ):
Dizem os arautos da desgraça, que só em Maio poderá haver eleições para o Parlamento. Que seja !
Em 1926, também foi em Maio !
Afinal, o que interessa é PORTUGAL !
quarta-feira, outubro 20, 2010
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