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Adriano Ferreira Pinto







quinta-feira, abril 11, 2013


A MAGNA CABRA

CONFESSO que não sei, que ideia me deu para escrever sobre tal.

Sabendo-se que tal animal herbívoro, é, por diversas razões, um símbolo da cultura judaica e um ícone da civilização urbana do Ocidente livre, falar ou, pior ainda, escrever sobre tal, é de uma enorme estupidez, se não o entendermos como um puro gesto de ousadia.

Na verdade não pretendo referir-me à tão luzidia, quanto negra, cabra, que meu avô PROIBIU que fosse manjar de qualquer PÁSCOA.

Nem tão-pouco, longe de mim, penso nas acompanhantes de que os diversos políticos se fazem acompanhar. 

Porém, não deixo de meditar por que motivo os diversos presidentes – mesmo, ou sobretudo -, quando se querem lamentar da incapacidade de se governarem com os respectivos proventos, se fazem acompanhar das respectivas.

Como me intriga o facto de quase todos os chefes de governo, ao “explicarem” ao POVO os sacrifícios que lhes vão “pedir”; se “justifiquem” com as “contas da casa de cada um – que só as “ fadas-do-lar” conhecem” -, ao mesmo tempo que se fazem acompanhar das pertinentes companheiras.

Como vêem, sou tão moderno, que até aceito uma “companheira”, como se esposa fosse !

Só que, “modernaço” não quer dizer insensível aos valores das minhas avós, e muito menos dos que eu próprio defendo.

E - “mea culpa, mea máxima culpa” -, o facto de não ter logrado preservar tal valia, na minha família restrita, não significa que não queira, nem me impede de continuar a defender o seu significado e importância.

Sejamos claros,

Quando um presidente se faz acompanhar da “respectiva Maria” para, a par de anunciar a sua conformação com os sacrifícios exigidos ao povoléu, se fazer presentear pelos desejos da cara-metade, algo está mal no reino de tal personagem.

Dou graças, porque tanto se não passa em Portugal.

Jamais os portugueses aceitariam tal coisa!

Aliás, como bem é sabido, os diversos “intelectuais” da nossa praça, sempre criticaram os alegados favores que, presidentes e chefes de governo estrangeiros, terão feito às respectivas meias-laranjas. 

Devo reconhecer que, sabiamente, os portugueses têm sabido escolher para primeiros-ministros, homens sós e “desembaraçados”: Seja José de Sousa, mais conhecido por Sócrates – à semelhança do falecido jogador brasileiro -, fosse até por Santana Lopes, o “pai” dos “milagres” da Figueira e de Lisboa.

Mas o que ninguém pode esquecer e prevenir, são os exemplos vindos da estranja.

Por isso, e só por isso, aqui apelo: não permitam que alguma MAGNA CABRA, dê cabo de PORTUGAL.

E a razão é simples, minha “crendice” à parte, não gostaria de ouvir: “don’t cry for me Portugal” !

  

 

 

 

 

24 de Abril de 2010.

Madrugada.

Pela primeira vez, de há muitos anos a esta parte, assisto a esta noite por detrás de uma persiana fechada.

Da sala onde trabalho apenas se podem vislumbrar as traseiras de prédios que ocultam gente que não conheço.

Porque havia eu de me dar a ver, e por consequência a conhecer meus hábitos, a quem ignoro a existência, e pretendo minha presença seja desconhecida.

Ai como seria bom que noutro 24, alguns tivessem acatado o pressentimento de ficar quieto.

E outros tivessem entendido o dever de sair à rua !

Ser rapazola não me absolve da falta cometida.

... ... ...

Resta o consolo.

Triste linimento d’alma.

Por Graça de Deus, ou infortúnio Divino, de aqui a outros trinta e seis anos, não haverá filho, ou neto, para lamentar 74.

Setenta e quatro anos!

Quase a idade a que um homem devia ganhar o direito de ser respeitado pelos seus pares. 

Mas que foi, exactamente, o tempo que o século XX português demorou a desgraçar as gerações posteriores.

MINTO, sem querer.

Os que sobrevivemos é que não merecemos ter alterado a HISTÓRIA !

 

VIVA o 25 de ABRIL !

VIVA a REPÚBLICA !

 

Os Homens morreram.

 

E com eles, P O R T U G A L !

 

Você disse o quê?

Portugal, foi no século passado. . .

 

 

 

 

A Crise !

 

Tento hoje explicar a crise que atormenta Portugal.

    Pretensioso, dirão uns. Louco varrido, assegurarão outros.

         Nada mais errado !

         Nem o pretensioso “engajado”, que Rangel – o assalariado socialista, para a comunicação social –, pateticamente teima em ser; nem o louco ministro, que partilha o leito com “os mercados”, para evitar ter de os enfrentar.

 

         Apenas tento contar o que pensa alguém, pertencente à chamada Sociedade Civil, embrenhado na vida comunitária há tempo suficiente para saber distinguir o que verdadeiramente está em causa.   

         Da, e na observação diária das relações sociais é fácil depreender qual o grau de decrepitude da “alma” do Povo Português.

         Conto, a propósito, mas em resumo, um caso que recentemente me chegou ao conhecimento.

 

         Uma certa mãe, senhora com mais de oito décadas de idade, mas pessoa com inquestionada lucidez, e actividade profissional activa, questionava um filho – claro que com mais de meio século de existência – acerca do destino que a respectiva vida havia tomado.

         Claro que à dita senhora nada importava a carreira que o dito havia trilhado no passado, nem a que actualmente seguia.

         Tão-pouco a inquietava o êxito profissional que o mesmo tivesse obtido, ou estima granjeada entre os seus pares.

         O que a inquietava era a situação económica do “filho mais velho”, que em nada se comparava com os restantes.

         - Todos estão bem, dizia, enquanto lhe apontava os exemplos dos irmãos. Na verdade,

         A mais novinha de todos – quarentona, diga-se – era professora e “tinha o seu lugar”.

         E a mais velha das raparigas ainda estava melhor. Não tinha conseguido seguir a carreira para que, o mesmo curso dele, a talhara, mas era “Técnica Superior” numa Câmara – estava “arrumada” !

         Até o mais novo dos rapazes estava muito bem na vida. Ganhava ordenado como quadro superior numa das empresas monopolistas –, à qual todos nós temos de pagar os preços que, com o beneplácito do Estado, nos exige !

         Bem, havia outro irmão, o segundo na escala etária, que ao longo da vida trilhara o caminho do êxito profissional e que, apesar dos desaires/falências das empresas para que trabalhara, sempre tinha sobrevivido. Também “não estava mal”, no entender da veneranda senhora.

         Incrédulo com a postura da mãe - que após o 25 de Abril, de forma veemente e verdadeira, havia declarado aos vencedores, que não “comprava” o futuro dos filhos, com a traição – o velho filho lembrou à mãe duas pequenas coisas:

         Que o “idílio” que ela via na vida dos três irmãos mais novos, era produto de um crime social iniciado com o governo de Cavaco Silva e a adesão à, na época, CEE.

         E que após a criminosa actuação dos governos socialistas, a “brincadeira” haveria de ter um fim.

         Ai que disseste tu” !

         Imaginem ! Raios e coriscos !

         O filho atreveu-se a recordar-lhe o episódio que já referi, mas a memória da senhora, fruto da idade certamente, já não a deixava recordar-se de nada.

         - Mas eles estão todos bem !

         - Pois mãe, mas quando os funcionários públicos forem despedidos por nós particulares já não ganharmos para os sustentar, o que vai acontecer ?

         - Devias ter ido, era para notário !

 

         A crise nacional, mais que dos desmandos dos socialistas – seja na vertente PS, seja PSd (não PPD) -, advém do facto de pessoas como a minha personagem terem perdido a noção da realidade da nossa terra.

         Mas, enfim, compreendo. E aqui, na verdade, está a explicação do “Triunfo dos Porcos”.

         Filha de professores primários – assalariados “ex oficio” do Estado Novo – onde havia contenção e decoro nos gastos -, detestou sempre a iniciativa privada da família do defunto marido, que lhe proporciona o nível de vida que hoje tem.  Do mesmo modo que ignorou os sacrifícios paternos para sustentar as poucas terras que tinham.

 

         O que conta são os “vencimentos” que o Estado paga, mesmo ou ainda que seja por “arranjos” socialistas.

         Como vêem, com gente assim, TINHA de DAR em CRISE !

 

         E o que será que a dita senhora pensa hoje ?

 

         Confesso que não sei.

         Há uma semana que não falo com a Mãe ! ! !

 

JÁ METE NOJO !

 

Confesso, e por ai fico quanto à culpa que não tenho, que desgosto da maneira como o actual governo lida com a CRISE.

         Então não é verdade, que foi para pagar – o mesmo é dizer, PAGARMOS, todos nós – os ordenados da Função Pública, que Sócrates entregou Portugal aos credores?  

Parece que, se dúvidas houvesse, as sucessivas reuniões com os credores, deixaram claro que a nossa mendicância se deve, apenas e só, à péssima governação de José Sócrates.

Mas não me quedo por tal, já que liminarmente recuso fazer de um manifesto incapaz líder e, “pour cause”, inepto dirigente, o “bode expiatório” de tudo o que de mal sucedeu ao nosso país, nos últimos tempos.

De facto, HÁ MAIS.

Mais responsáveis, e factos pelos quais, o “mártirPinto de Sousa, NADA TEM A RESPONDER; que eu saiba.

 

Na verdade,

Dos canalhas que, desde o golpe de estado de Sampaio em 2004 - no seguimento da grande ventura do Euro 2004 -, nos desgovernaram, apenas basta dizer que merecem aquilo que, normalmente, o Povo deseja e destina a tal gente: a forca.

 

Porém, e por várias razões, sou contrário a tais drásticas soluções.  

Desde logo porque, na maioria dos casos, os mais culpados se escapam à condenação, e a respectiva culpa se esfuma na nebulosa dúvida da sua responsabilidade.

 

Mas também, porquanto esses trastes, só servirão de exemplo se, mortos na praça pública, puderem ser exibidos, não como troféu, MAS LIÇÃO aos seus pares!

 

E, já que dessa “canhalagem” aqui não cuido, de quem trata, então, este escrito?

Daqueles que, ao acordar, apenas têm uma certeza na vida: chova ou faça sol, o ordenadinho ESTÁ GARANTIDO!

 

Precisamente, desses mesmos, dos Senhores Funcionários Públicos.

Não, não tenham medo. Não me refiro àqueles “pobres desgraçados” que, por quinhentos e tal, seiscentos, ou até mesmo setecentos euros, esfarelam os seus dias entre a dúvida de que o chefemáxima criatura, na estupidez da administração pública – haja acordado bem-disposto, e a incerteza de que o almoço lhe não tenha caído mal.

Tenho em mente, esses sim, os "maiorais". Aqueles que, ao acordar, se lembram que adormeceram chefes, sem se recordarem como lá chegaram. Aqueles que, merecendo tanto ou menos que os seus "subordinados", ENTENDEM como AFRONTA, darem o MODESTO CONTRIBUTO de 5% - cinco por cento -, do muito que recebem, além de TRÊS SALÁRIOS MÍNIMOS; ainda que os não mereçam!

Mas, ainda assim, encarniçados ficam, mesmo sabendo que tal comedido contributo em nada lhes tolhe os faustosos gastos em férias e devaneios, quando questionados sobre os sacrifícios a que a SOCIALISTA VIGARICE nos condenou a todos.

"Comunista de sete costados", "empedernido sindicalista", do mais obtuso e marxista sindicato ainda tolerado à face da terra? Acaso um "velho democrata-cristão", que recusa ver a hodierna realidade? Um louco, para quem o bem-estar social, se não confunde com o estar bem na sociedade?

Que sei eu? Que posso dizer? Quem sou, na realidade?

Talvez tudo isso. Ou a simbiose das verdades e vontades de todos eles.

Sem romantismo, prefiro ser o que sou. Aquilo que todos nós somos, independentemente da intenção individual, ou da queda natural de cada um - o patrão dessa gentinha bem acomodada.

Só que, e há sempre uma circunstância que se nos esvai, NÃO SOU - como NÃO SOMOS TODOS NÓS -, nem rico mercante capaz de sustentar tal laia de criados, nem fidalgo suficientemente abastado, para suportar tais e tão caras cortesãs.

… … …

Perdoem-me, leitores deste escrito. Então não é que trouxe à pena, o devaneio de um sonho? Eu, que não passo do mero aio do Senhor Auxiliar Operacional de Apoio Técnico, ao Técnico Principal do Serviço Auxiliar de Apoio à Função Executiva da autarquia - que me "leva" mais do que ganho -, atrevi-me a imaginar que podia ter algo a opinar quanto ao assunto.

Que parvoíce !

Deixem o meu "chefe" ir de férias, mesmo que seja para Cuba - ele gosta tanto; é comunista e tudo; Maiorca - que lhe dá ideia de ser espanhol rico; ou até mesmo Cabo Verde - onde, ainda que não sabendo que é Terra Lusa, se sente herdeiro de um colonialismo que nunca imaginou.

Só peço um favor. Tratem-no bem.

Não lhe chamem empregado público, sindicalista e comunista; que é tudo isso; mas não fica bem a um "quadro" da administração pública.

 

Já agora, permitam um último rogo, NUNCA lhe chamem CONTÍNUO. Isso não!

Parece mal!

 E ele que, com o descontozito, até julga que paga o ordenado, a NÓS, QUE O SUSTENTAMOS!

 

 

 

 

 

 

 

 

Panteão Nacional

Um destes dias, um amigo chegado questionava-me: - porque é que ele não está no Panteão Nacional?

Explico melhor a situação.

Ambos, sentados na soleira da Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, reparávamos no Pavilhão azul e branco, hasteado mesmo defronte do nosso olhar.

É que o mesmo, na sua singeleza, mau-grado a insídia republicana, teima em lembrar aos incautos, que aí repousa, quer o fundador da Pátria, quer o seu primogénito.  

Não! De facto, ainda não morreu - fisicamente pelo menos – o Dr. Soares, nem seu filho João.

Nem consta - ao invés do que certos “fazedores de opinião” querem fazer crer -, que o primeiro tenha sido pai de mais que dos respectivos filhos; nem se admite que ambos pudessem ladear a Capela-mor da Igreja primeira, da primeira Capital do Reino de Portugal.  

A tal gente, nos não referíamos, e deles não rezará a história, salvo nas páginas mais negras da Épica Lusitana!

O que tal estandarte manifesto, é o aviso público, de que ali repousam os dois primeiros reis da mais estável e duradoura NAÇÃO da Europa “et, pour cause”, do mundo ocidental!

Na verdade,

Discursávamos sobre o país, a situação trágica do mesmo, e acerca daqueles que o, e nos, desgraçaram.

Claro que, de Soares a Sócrates, passando por Guterres, Cavaco e “tutti quanti”, toda a “classe politiqueira”, ia sendo “zurzida” pelos comentários destes dois descontentes.

Não por ambos não sermos privilegiados da chamada função pública - dessa onde não se sabe quantos “chafurdam” em reformas e prebendas milionárias, que davam para alimentar MUITOS POBRES, daqueles que sempre sustentaram a sofreguidão fiscal –, mas por nos pensarmos pessoas de bem.

Honestamente, sempre entendemos que, mesmo espoliados, os contribuintes privados, já terão ganho o Reino dos Céus,

                            Que este é de certos “pardais”!

Pois bem,                      

A conversa que tínhamos, era sobre a possibilidade do DOUTOR SALAZAR - os seus despojos ou, sobretudo, a sua memória -, vir a repousar em lugar que, segundo a nomenclatura do estado e a opinião pública, seja condigno ao inestimável valor que, em vida, trouxe a Portugal.

- Nos Jerónimos! Tem mesmo de ser nos Jerónimos - dizia o Chico, enquanto esbracejava -, senão ainda pensam que foi um vendedor de sangue aos hospitais.

- Tas parvo? – Retorquia eu, enquanto procurava acender o cachimbo, apesar da chuva miudinha que teimava em cobrir o Largo de Sansão.

Que é que querias? Pô-lo ao lado de umas quantas cantadeiras, políticos e escritores/poetas de “meia-desfeita”? Qualquer dia ainda lá os tens em Alegre cantoria! O Camões deve estar a pensar em devolver a “tença”, para o libertarem de tal suplício.

- Não sou burro, oh pá. Mas tens razão. Lá em Lisboa não pode ser. Aquilo é terra de brutos. Olha lá – vê-se mesmo que nasceu na minha terra -, então o António [Guterres], o Serrasqueiro, o Grilo, o …, olha …, o puto, o Seguro, e até o Zé [Sócrates], não eram boas pessoas até saírem de Castelo Branco? Alguns até iam à missa; à ROSEL, e mesmo ao “It´s”! Aquilo da capital dá cabo de cada um!

Aqui mesmo é que ele ficava bem. – Referia-se, o Chico, como bem se entende, à Igreja de Santa Cruz.

- Se alguém aqui merece estar, é ele. Mas, sabes, a memória dos homens é tão curta, quão longa devia ser a obrigação de reconhecer o valor dos nossos MAIORES. Um dia destes ainda vais ver um panteão na Coelha.

- O Coelho espanhol, o das estradas? Aquele que bate na gente?

Não percebeu, coitado, que me não referia ao “coelhone”, de má sina – a nossa -, recentemente [re]aportado a terras lusas para apimentar o “funeral” do Tó Zé. Apenas mencionava um “mausoléu”, sulista e elitista, que dizem estar construído lá longe, onde a civilização se partilha com a barbárie dos tráficos provenientes de África. Quero eu dizer, nas férteis terras para a pior canalhice que alguma vez Portugal sofreu – o Algarve da Socialite!

É que, sob o diáfano manto da democracia, fazem-se quintas, para quem nunca foi hortelão; estâncias para os que jamais foram hoteleiros; vivendas para aqueles que deveriam residir no Linhó.

Triste Pátria, a minha, capturada por tal gente!!!

Se por momentos ignorasse meu apelido, e esquecesse que houve Grandes Portugueses, cuja memória se perpétua pelo significante do nome ou cognomino, proibiria que algum cristão tivesse nome de bicho!

Mas, enfim, é loucura minha. Voltemos ao que importa, e à conversa dos dois passantes que diletantemente discursavam sobre o destino que a Pátria devia dar aos seus mais queridos.

- Não achas que devia vir para aqui? - Insistia o Chico.

- Afinal o teu panteão não é em Lisboa?

- Pensas que sou estúpido? Sou Prof. – ele parece que ensina qualquer coisa, física nuclear, ou algo semelhante, nas Ciências, depois de ter “tirado” direito?!? -, mas não sou totalmente burro. Aqui é que é o PANTEÃO NACIONAL!

- Tens razão. Se aqui é o Panteão, o nosso mestre deve para cá vir. Os de Lisboa não têm de opinar. A Igreja é nossa, ele estudou aqui, nestes claustros, foi o maior vulto do país nos últimos séculos, vamos fazer-lhe um túmulo condigno e trazê-lo para cá.

- Hei, hei, os senhores aí, não vêem que já é dia? 

- Quê? Nenhum de nós tinha dado que se fizera noite, quanto mais que o dia nascia!

Afinal era um sonho!

Bom, como os que nossas mães nos inspiram, no primeiro embalo; Trágico como aquele que lhes damos, ao sair de casa.

 

As escadas de Santa Cruz, já não existem; os estudantes já não lá cantam; e nós, pobres veteranos de direito, apenas idealizávamos o que os Portugueses sonham: honrar um Professor (da nossa casa), um mestre da política, um verdadeiro Homem-de-Estado.

Seja.

Quando acordar, evoco o Doutor Salazar para … ensinar o Gaspar !