Exmo Senhor
Professor
Excelência !
Começo por dirigir a palavra a Vossa Excelência, por via de saber que o têm injustiçado na praça pública.
Não que a culpa seja dos autores de tais aleivosias, que não passam de capazes inúteis ou, na maioria dos casos, de incapazes “úteis”.
Na verdade, vir acusar uma pessoa do seu gabarito profissional, de não perceber nada de economia (com minúscula, porque é dessa que tratamos), ao ponto de se deixar enredar numa teia e trama de bancários – ainda que “auto-investidos” em banqueiros -, de meia-tijela, NÃO LEMBRA AO DIABO.
Acreditar que Vossa Excelência não conhecesse, “a fundo”, a personalidade dos dirigentes do Banco, a que vergonhosamente o querem associar, é o mesmo que supor que alguma vez tivesse escolhido para “ajudantes” pessoas em quem não confiasse.
Reconheço que nem sempre acertou. E, para tanto, recordo aquele “rapaz” a quem Vossa Excelência vaticinou que nunca seria ministro.
Acontece !
E sabe Excelência? Acertou!
Não foi mesmo ministro, mas Presidente do Conselho dos ditos. Cargo para o qual, e felizmente, não é mister ser economista, caso em que o não poderia ser.
Mas quanto a Vós, soube que anda em giro pelo país, por mor de explicar que quer continuar lá em Belém.
Confesso que me sinto culpado desse seu gosto pela vida no Palácio.
Na verdade,
Ainda que desgostoso com a sua insólita parceria com o anterior ocupante, dei o meu modesto contributo para que aí fosse REPRESENTAR os valores que, por essa altura, anunciou como sustentáculo da sua Magistratura, “cooperante”, se a memória me não trai.
Passado este triste lustre de prostração nacional e aniquilamento social, confesso que sinto remorsos do que fiz.
Na verdade, eu NÃO QUERIA ver posta em “forma de lei” a possibilidade de casamentos entre seres do mesmo sexo. Não lhes chamo “gay”, desde logo porque não domino o inglês, ainda para mais “técnico”, mas, sobretudo, porque lhes chamaria o mesmo que na minha terra, e Vossa Excelência ficaria de carão vermelho.
Pois, eu NÃO QUERIA, que os filhos e netos dos meus amigos menos afortunados, tivessem de ir estudar para escolas onde os OBRIGAM a dizer mal dos Descobridores, dos Missionários, enfim, daqueles que levaram ao mundo o nome de Portugal e a Fé de Cristo.
De facto, eu NÃO QUERIA, que passados cem anos, se mentisse – acaso por indesculpável ignorância dos professores -, acerca do papel dos Reis de Portugal na construção do meu país, e se ocultassem as múltiplas desgraças que a República trouxe a esta terra pátria.
Eu NÃO QUERIA ... ... ...
Eu NÃO QUERIA, mas VOSSA EXCELÊNCIA, ainda que com o meu modesto voto, PERMITIU !
SOBRETUDO,
Eu NÃO CRIA, QUANDO fiz campanha e EM SI VOTEI, que passados estes cinco anos - em que destruíram até o estado social que o Estado Novo criou, após recuperar o país da miséria em que o regime republicano o havia lançado -, estivesse a ver milhares de técnicos, licenciados ou não, e suas famílias, a esmolar a parcas sobras dos asilos dos mendigos.
Compreenderá, por isso, que pouco me importa que tenha sido Sua Excelência, o seu secretário-de-estado – ou “ajudante”, como fazia gáudio em dizer – a recomprar-lhe acções, obrigações ou outros quaisquer títulos de valores.
Mas,
TALVEZ A SI IMPORTE, em quem, eu e outros simples como eu, votemos nas próximas eleições !
Só,
DEPENDE de SI e DAQUILO que DISSER e FIZER até lá !
Seu,
Zé.
P.S.: começo a perceber porque na Velha Coimbra os “Lentes” exigiam ser tratados por DOUTORES, e não professores.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário