Contaram-me que aconteceu hoje, no debate parlamentar no Palácio de S. Bento, em Lisboa, um caso insólito.
Confesso que ao ouvir a notícia, pensei tratar-se de mais uma “blague” do Carlos, meu amigo e colega desde os tempos do liceu.
Mas não era. Acabo de ouvir a reprodução nocturna, da maniqueísta ideia de mais um governante.
Convenhamos que já começa a aborrecer esta costumada, reiterada e absurda fantasia de que quem não está com o governo, não tem bons sentimentos.
Pois bem,
O ministro socialista, em causa, comparou a oposição – claro que o PSD, já que os outros nem lhe “passam cartuxo” –, a uma amante que, tendo combinado ceia num restaurante, se comporta de forma indigna, e sobretudo sobranceira.
Terá sido o caso de tal “oposição” ( que bela abstracção para significar o “alter ego”, que na realidade é o nosso verdadeiro – ou derradeiro -, “ego” ), que após encomendar o jantar que quis, ou deu a entender querer, e com receio de ser vista na nossa companhia, saiu “de mansinho”!
Claro que o medo, não era tanto ser vista pelo sócio, ou parceiro de tramóia – imagino que na alegoria usada seria o CDS -, mas “sacrificada” pelo público anónimo que assistisse à cena.
Falo, naturalmente, do Povo Português !
Mas esta “imagem ministerial” fez-me lembrar uma “estória” verdadeira.
Um casal de amigos meus, em pleno restaurante, jantar encomendado, viram-se na mesma situação.
Peço desculpa. Quem se viu foi o Zé. Que a Maria, de tanto medo ter do subordinado, fugiu a bom fugir, com medo de que algum popular os visse a partilhar a “premissa” da noite” !
Confesso que se tivesse acontecido comigo, me sentiria tão traído como Catroga, Santos, ou Coelho.
Mas também não tinha importância. Só sou amigo de quem quero e não é meu amigo quem o não merece ser.
SÓ QUE EU NÃO SOU GOVERNANTE !
Assim, será um caso, PAR (a) LAMENTAR ! ! !
quarta-feira, novembro 03, 2010
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