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Adriano Ferreira Pinto







quinta-feira, julho 15, 2010

PENITÊNCIA



Eu, pecador me confesso !

 
Poderia começar assim o texto. Mas não.
Sou advogado há muitos anos. Já fiz um pouco de tudo o que a minha profissão exige.
Como imaginam, até fiz divórcios.
Inclusivé, evitei à mulher com quem casei, a necessidade de procurar um causídico que possibilitasse sufocar o amor que ainda lhe tenho.
Mas estou confuso.
Confesso que não percebo nada do novo direito de família.

Há poucos dias, um amigo disse-me que a filha se ia casar.
Naturalmente, dei-lhe os parabéns.
Qual quê, ia-me deitando o fogo !
Nunca vou ser avô”, disse-me com voz irada.
Já viste duas mulheres serem mães" ?

Confesso que tinha razão.
Duas mulheres, que vivam juntas, podem ser mães. Até as duas. Mas nunca serão mães do filho, uma da outra.
Logo não poderá haver laços de família, decorrentes da paternalidade, nomeadamente, entre os possíveis filhos de ambas.

Mas o que aqui me move, é outra coisa.

O recente casamento – porventura não se chama assim – entre José Sócrates e Pedro Coelho.
No meu tempo de miúdo, ninguém ousaria pensar em tal coisa.

MAS A LEI, parece, JÁ ACEITA !
Estranho, porque sendo um livre e desimpedido, o outro é casado !
Coisas da vida, em que nada tenho de me imiscuir.
Mas, como cada vez é mais normal, sobretudo num enlace apressado, sem que os noivos se possam conhecer, “deu para o torto”.

Mas, verdade, verdadinha, o problema está no padrinho.
Casamentos consanguíneos, raramente dão certo. Mas se impostos pelos padrinhos, nunca resultam bem.
E agora, pergunta-se.
Vai cada um para seu lado ?
Ficamos órfãos de pai e mãe; de dois pais; de duas mães ?

Não, meus amigos, cumpriu-se a lei.
O casal não se entendeu, e foi decretado o divórcio !
É triste ver um fim destes, logo numa família que tinha tanto futuro: no TGV, nas estradas, aeroportos e tudo onde tivéssemos de gastar dinheiro !

Só resta um consolo,
O “Juiz” que ditou a sentença, tem nome,
Chama-se Paulo Portas, já foi Ministro-de-Estado de Portugal, e agora mostrou porquê !

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