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Adriano Ferreira Pinto







quarta-feira, novembro 17, 2010

A Jogadora !

A Jogadora !


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Escrevo, enquanto oiço, porque a tv está numa divisão contígua, um debate prévio às eleições para a Ordem dos Advogados.

Se fosse político tinha de aqui fazer uma “declaração de interesses”. Mas não sou !

Conheço o actual Bastonário desde os tempos da faculdade.

Sou seu amigo, como estou certo de que é meu.

E, confesso, a coisa mais difícil que ao longo da minha vida tive de fazer, foi tentar explicar a alguém que está errado.

À bon entendeur . . . “

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Vem isto a propósito de uma senhora, minha conhecida - empresária de profissão, como costuma dizer -, que é responsável pela vida de alguns, poucos, trabalhadores que diariamente se esforçam para que o trabalho diário que fazem na lavandaria, traga à empresa benefício, vulgo lucro, que, ao menos, dê para lhes pagar.

Pois bem,

Por razões que me não respeitam, mas acredito tenha sido desnorte ou má gestão, a dita senhora entendeu que resolvia os problemas financeiros da “sua empresa”, passando umas noites em Espinho, ... no casino !

Sei que um amigo comum – por razões que conheço, mas não vêm ao caso, dada a passionabilidade das mesmas – a tentou aconselhar.

Mas é tão difícil convencer uma pessoa da asneira que faz !

E reconheço que, ao longo da minha vida pessoal e profissional, a coisa que mais me revoltou, foi a ESTUPIDEZ – porque outro nome não tem -, das pessoas que se julgam no direito de, mais que aconselhar, impor comportamentos.

Não Fumas !” ; “Não Bebes ! ”; “Não ... te divertes !”, são as palavras/expressões que os incompetentes, inúteis e incapazes – a quem a vida indevidamente sorriu -, usam para dominar quem EFECTIVAMENTE alguma coisa vale.

Dito isto, compreendem que eticamente me não sinta no direito de criticar nenhum amigo.

E, quanto ao Marinho, nunca me causou qualquer prejuízo patrimonial, nem me vigarizou, nem isso faz parte da sua génese de pessoa.

Quanto a isso, que não restem dúvidas.

***

Mas o que hoje queria frisar, era a incompetência do actual governo. O desnorte com que actua e se exibe. Já não só “intra-muros”, mas nos areópagos internacionais, onde era suposto apresentar-se como “pessoa de bem”, que não é, mas devia parecer.

Agora como troca-tintas é que não !

Um ministro que no exterior apregoa a incapacidade do país em cumprir as obrigações internacionalmente assumidas – em lugar de reconhecer que a incompetência para tal, é do governo a que pertence -, não deve ter a confiança dos superiores, nem merece o respeito dos pares.

A não ser que, uns e outros, sejam tão – evito dizer incompetentes, porque o próprio o não é -, inconscientes quanto ele.

Será que o dito não percebeu ainda que, no estrangeiro, apenas acreditarão em nós quando um dirigente politico apresentar um plano de governo austero, é certo, mas exequível ?

Chupar, até ao tutano, os pobres, sejam doentes, reformados, deficientes, desempregados ou outros desgraçados da vida, não é solução !

Tributar os mendigos, para manter a opulência dos incapazes, dos parasitas que mantém na sua “corte”, não é solução para nenhum governo, muito menos para o desgoverno de Sócrates.

Há uns dias, um amigo meu Inglês, que naturalmente não está habituado aos maneirismos republicanos, perguntou-me se o Chefe-de-Estado não podia fazer alguma coisa.

Imaginam o meu constrangimento e vergonha.

- Poder, podia, e devia, mas quer ser reeleito! - Respondi enquanto disfarçava com um cigarro, que se não queria deixar apagar.

É esta a lei da vida em Portugal !

Vingam os que querem perdurar no poder e os que, por mais não saberem fazer, simulam que têm poder.

Assim vão morrer as Instituições, Falir as Empresas, sucumbir a Moral – não apenas, mas também, no sentido ético -, de um POVO, que Camões apelidou de NOBRE.

Mas,
Estou tão certo de que o referido ministro se interesse pela Lírica Camoniana, como a minha amiga saiba dividir as “orações” d’ Os Lusíadas.

Também é normal. O presidente do ministro, quando o era, ignorava o número de “Cantos” da obra, ou sequer o que tal significava.

Resta-me confidenciar uma coisa. A “amiga”, também é economista e Socialista !

Está tudo dito . . . !

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