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Adriano Ferreira Pinto







segunda-feira, agosto 16, 2010

Uniões de Facto – I ; Bonnie and Clyde

Segundo reza a comunicação social o senhor Presidente da República promulgou a lei das chamadas uniões de facto.


Como, em leis circunstanciais e oportunísticas, sou um zero à esquerda.

Diga-se, em abono da verdade, que já no tempo de miúdo, quando me punham a jogar pelo flanco esquerdo, era uma desgraça. Também é verdade que ao centro, até na baliza era fraco, para não dizer mau. Pelo outro lado, sempre corria e me esforçava. Mas meter a bola na baliza, era quase como o Cristiano Ronaldo: só com molho de tomate.

Mas bem,
Não entrando pela discussão sobre a questão de saber se as leis devem ser gerais e abstractas, e não “dirigidas” a uma pessoa concreta, ou a um grupo determinável ou identificável, sempre direi que o Senhor Presidente ERROU !

Digo-o, com o devido respeito que merece o Supremo Magistrado da Nação.

Mas com a mesma convicção com que ponho em causa decisões de Juízes Togados.

Mas também, e quando assim a minha consciência exige, em respeito pela verdade e cumprimento da lei, a Colectivos de Desembargadores que – e não tenho motivo algum para pensar que seja de outra forma -, decidiram de acordo com a sua consciência, mas obtendo diversa conclusão daquela que eu, na minha modéstia, julgava a mais acertada.

Não falando por mim – elogio em boca própria é vitupério -, saibam que não é invulgar, ver revogadas ou alteradas tão sábias decisões.

Pois bem,
Neste caso das uniões de facto, o Senhor Presidente errou !

E errou por defeito.
Deveria ter promovido um amplo consenso partidário,

Que abrangesse de António Seguro a Passos Coelho. Mas também daquele rapaz de óculos esquisitos – dos animais e não sei que mais -, o Pinto, a Mendes Bota, o deputado cantor - como ficou imortalizado no tempo do Primeiro-ministro Aníbal.

É que, sabem, para mim a “União de Factomais estável – se exceptuarmos a idílica ligação de Romeu e Julieta – foi a partilha de objectivos, esforços, sofrimentos, AMOR e, enfim, a Comunhão na Morte, de: Bonnie and Clyde !

Mas,
Não seria bonito ver, consagrado na lei, o direito à “União de Facto dos Partidos” ?

Evitava-se o triste espectáculo de, pela manhã, ver os parceiros de uma noite de angústia, ou idílico prazer, apresentarem-se “a solo”, contando a versão - que uma barba não aparada e um rímel mal retocado, desmentem até a um cego – das noites calmas que cada viveu em sua casa.

Acontece com as agremiações, como com os seres humanos individualizados.

Pura hipocrisia, essa de estar de manhã, vigília passada em branco, madrugada que não foi noite, nem chegou a ser dia, estar à porta dos respectivos escritórios e contar a “estória”, que sabemos ninguém acreditar, nem desmentir !

Desafio o mais pudico a desmentir-me.
Todos tivemos uma Maria e, creio que todas as Marias tenham tido o seu Zé !

Sou enfadonho, mas fiquei chocado com aquele pequeno-almoço de Zé Sócrates, com Passos Coelho.

Sobretudo por este. Que Sócrates já tinha treinado com Figo. Era, por isso, especialista em alta competição.

Também nos casais normais, assim é.
Ou o recém-marido, se frui da inexperiência da donzela, ou a “sabida” se aproveita da carência do pretendente !

Devia haver regras ! Conhecidas de todos. Escritas na lei !

O Presidente nada fez para isso !
Cavaco Silva, saberá porquê ! !
Talvez nunca vá haver pequenos almoços grátis ! ! !

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