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Adriano Ferreira Pinto







terça-feira, julho 27, 2010

“IN DUBIO PRO REO”

“IN DUBIO PRO REO”

Há muitos anos, nos primórdios da década de oitenta do século passado, era “terceiranista” de Direito.

Pela praxe, não me recordo o que era, já que a minha ânsia de aprender, bebendo os ensinamentos dos Mestres ( leia-se LENTES, para destrinçar dos ”licenciados certificados”, que os governos socialistas, “à pala” do famigerado Processo de Bolonha, introduziram no actual sistema de ensino ) -. me obrigou a duplicar a frequência de dois dos anos curriculares.

Dizia que, nessa altura, tive oportunidade de conhecer um professor, assistente, que era um dos melhores, senão o melhor, especialistas em Processo Penal, na vertente de “barra dos tribunais”.

Não fora a “estória”, que vou contar, ter sido publicitada numa aula e omitiria o seu nome.

Mas como centenas de alunos a ouviram, e a título de mais que merecida homenagem, refiro que o distinto professor, causídico e, ainda hoje e para mim, exemplo do que deve ser um “advogado penal”, era o Dr. Tavares de Almeida.
Pois bem, contou ele, que numa certa audiência de julgamento, num processo-crime, relativo a alguns furtos, após a leitura da sentença, e na fase da alocução – como se dizia – o juiz explicava que o arguido não ia condenado, NÃO PORQUE O TRIBUNAL NÃO TIVESSE ficado “impressionado” com a culpabilidade do mesmo, mas em atenção a um princípio jurídico – “in dubio pro reo”.

Eis que, perante a pergunta ao arguido, recém ilibado, sobre se entendia e compreendia o significado do que acabava de ouvir, este, com ar jovial, responde:

- Sim Sr. Dr. Juiz. Vou em liberdade !

Mas só tenho uma dúvida. Essa coisa do pro reo, o que quer dizer ?

Posso ficar com as coisitas que gamei ?

Veio-me à memória este caso, por via de uma “boutade” – se eu fosse algum dos personagens de Herman José, diria asneirola, mas não sou ! – que o cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, usando da faculdade de ser Primeiro-ministro de Portugal, veio proferir nas televisões.

“Coitadinho”, tinha sido perseguido pela comunicação social.

Mas,

Esqueceu-se que quem “perseguiu” a sua actividade, foi a Justiça !

Como se esqueceu, OU QUER LUDIBRIAR OS PORTUGUESES, que não têm, nem têm obrigação de ter, conhecimentos jurídicos, que o processo começa agora, que acabou o “segredo de justiça” !

Assim como se esqueceu de justificar porque razão, um Magistrado, que com ele privara no seu internacional, e tristemente conhecido desempenho no “ ministério do ambiente”, foi CONDENADO por exercer pressões sobre os magistrados que investigavam este caso.
Agora que o processo é quase público – não se esqueça que . . . , não vem ao caso -, é que vamos saber a verdade.

Pergunto:

- José Sócrates é um criminoso, que até a Justiça Portuguesa manipula ?

À luz de certos” jornalistas/comentadores”, da sua área de influência, que costuma criticar Silvio Berlusconi e Nicolas Sarkozy, a resposta tem de ser afirmativa. Mas,
- Terá Sócrates perdido a influência suficiente para impedir que, por via da abertura da instrução, eventualmente promovida pelos ora acusados, se venha a saber a história toda ?

Nesse caso,
Perdeu a oportunidade soberana que Paulo Portas lhe deu de sair, com um mínimo de dignidade.
- Será que se esqueceu que, até hoje, só Soares meteu na cadeia os próprios colaboradores e se manteve na ribalta ?

Estou ansioso por saber quem é o “Rui Mateus” de Sócrates !

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