Estimada e Sr.ª Dr.ª Manuela Moura Guedes:
Este que lhe escreve, é um cidadão que, nos exercício dos seus direitos, entendeu por bem ser candidato às eleições autárquicas, pelo Partido Popular – CDS/PP.
Perdoe que não recorde o ano, mas foi na mesma altura em que V. Excelência foi candidata à Assembleia da República, e felizmente ganhou.
Esclarecidos que estamos, quanto à identificação política que, necessariamente, tenho em relação a uma deputada do meu partido e a quem, como muitos outros, gostosamente, ajudei a eleger, passo a explicar a razão desta missiva.
V. Excelência parece que apresentou uma queixa-crime contra o sujeito que ocupa o lugar de Primeiro-ministro.
Digo sujeito porque, apesar do cargo que ocupa, continua a ser titular de direitos. Nomeadamente de personalidade, de imagem, sei lá que mais.
Vossa Excelência é, creio, jurista, e sabe melhor que eu quais os direitos que assistem ao dito cujo, José Sousa, assim como ao Primeiro-ministro, cargo que legitimamente ele exerce.
Dizia que, consta que apresentou queixa contra ele por difamação ( a fazer fé nas notícias ).
Não a imaginava capaz de tal.
Realmente sempre a tive na conta de uma pessoa que, além de ser de bem, era racional.
Permita que conte uma pequena história, que por não ser estória, vou sincopar e adulterar, por respeito ao interveniente.
No meu tempo de escola primária, tinha um colega de nome Vítor, que era ..., hoje chama-se débil mental.
Companheiro, como poucos, mas . . . NÃO SABIA O QUE DIZIA !
É verdade que nunca chegou a Primeiro-ministro.
Nem alguma vez lhe ofereceram o diploma de engenheiro, APESAR de fazer desenhos dignos de um Cargaleiro!
MAS,
Digo-lhe, do fundo do coração, se alguém fizesse uma denúncia contra o Victor – era assim que constava da Cédula Pessoal, que nem B. I. tinha -, eu apelidaria de lunática a essa pessoa.
Então ?
Querer responsabilizar um rapaz que, quando saía das aulas e lhe perguntavam se tinha feito os trabalhos de casa, respondia - “ao tempo” -, não é de pessoa sã e escorreita, como V. Excelência.
Esqueça o dito.
Perdoe-lhe.
Mas com uma condição.
Que vá fazer trabalho comunitário !
Sou egoísta e, por isso, rogo-lhe que o mande para um paraíso fiscal – desde que não seja na Região Autónoma da Madeira – para evitar mais dissabores a quem tem de o aturar aqui !
Fora de ironias,
José Sócrates não merece sequer um dos seus sorrisos amarelos, quando quer demonstrar desdém pelo assunto de que fala !
Perdoe-lhe e diga publicamente porquê.
Porque é MENTIROSO !
É que, sabe,
Logo de seguida, ele vai voltar à carga.
E, então, já é COMPULSIVO. Sempre pode ser internado !
Estimada e distinta Senhora,
Não leve a sério o que aqui escrevi.
O Victor era “tolinho” mas honesto.
Este, não sei se, ao menos, é tolinho !
Meus cumprimentos e desejos das maiores Felicidades Pessoais e Profissionais, mesmo que Sócrates não queira.
Post – scriptum:
sei que tem dez milhões de testemunhas das ofensas de Sócrates ao seu Bom Nome e Profissionalismo. Mas, se assim entender, estou à disposição.
A.Ferreira Pinto
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