Querem ajudar-me nas questões que aqui deixo? Obrigado.

O Meu Depoimento:





Aos meus Amigos, que por gentileza, curiosidade, ou simplesmente para me sindicarem, tenham o incómodo de me visitar, eu procuro recompensar com os modestos textos que aqui trago.





Aos AMIGOS: deixo um pouco de mim.



Uns e outros, estão convidados a dizer de "sua justiça".



Obrigado pela visita!





Adriano Ferreira Pinto







terça-feira, maio 11, 2010

A
Visita
do
PAPA

(Permitam que diga que não gosto do termo Papal. Soa a algo vindo de quem, por via fonética, pretende desvalorizar o acontecimento.)


Gostaria de deixar claro que nada me move quanto à visita a Portugal do chefe de Estado do Vaticano.

Do mesmo modo, que nada tenho a contender com a vinda do CHEFE, como muitas vezes se diz, da Igreja Católica, ao nosso país.

É uma questão que apenas diz respeito aos governantes, que o convidaram, e aos eclesiásticos da referida Igreja, que lhe reconhecem a tutoria, a que mais ninguém é obrigado.

Como cidadão, nada tenho a ver com o facto de o Presidente da República do meu pais – em quem votei -, ter convidado, recebido e saudado, com as devidas honras, um Chefe de Estado Estrangeiro.

Como cidadão, repito, nada tenho a ver com o facto de o primeiro-ministro do meu país – em que não votei -, vá, segundo consta, ser recebido amanhã na Nunciatura, pelo Chefe de Estado do Vaticano, como, segundo o próprio, aconteceria com qualquer outro líder religioso .

São coisas de que não quero saber, porque me não dizem respeito e, de todo, me não interessam.


Porém,
E coisa muito diferente, é suceder que o Chefe de Estado do Vaticano e o CHEFE da Igreja Católica que, respectivamente, foi recebido por Cavaco Silva, em nome de Portugal e receberá José Sócrates, pela parte do governo, seja a mesma pessoa que, pela minha Fé, preceito da Religião que abraço, verdade em que acredito, é o sucessor vivo de Pedro,

O Apóstolo/discípulo, em quem Cristo – para mim e para aqueles que não são tolhidos pela incredulidade -, Filho de Deus, confiou a missão de construir a Sua Igreja

A vinda a Portugal do sucessor de São – não haja medo das palavras – Pedro, não pode revestir o carácter de uma mera Visita de Estado, ainda que também o seja.

Se assim fosse, Bento XVI, deveria ser acolhido do mesmo modo como foi Arafat, Clinton, Kadafi ou Chávez, este com a vantagem de ser amigo fiel de Sócrates e por isso merecedor de passadeira vermelha na PT, na Galp e em tudo o “soe” a negócio.

Não, meus queridos confidentes !

Para mim, pelo menos, mas também para todos os baptizados, Bento XVI não é mais um líder, que visita o nosso país.

Tão-pouco se resume a um Chefe de Estado que recebemos e, todos os Católicos e quase todos os Cristãos, acolhemos em fraterna unidade.

A um Chefe de Estado – mesmo que do Vaticano -, pode ser vedada a entrada em qualquer país.

Não querendo fazer excursos pelos inúmeros países subjugados ao socialismo, onde ao Vaticano era - e é - interdito o acesso, para impedir os respectivos povos de livremente praticarem o culto da Fé Cristã, sinto-me obrigado a lembrar que ao Chefe daquele Estado também foi vedado o acesso a Terras de Santa Maria.

Por motivos, que ora se não cura tratar, por serem sobejamente sabidos, ainda que muitas vezes mal conhecidos, em determinado período histórico, mais concretamente na década de sessenta, e até na de setenta, a Santa Sé não cuidou de acautelar a causa dos Portugueses.

Daqueles que, pelo mundo, em razão da sua Fé, tinham visto tombar os mais Ilustres Filhos, a par do povo humilde que no mesmo ideal os acompanhava.

Salazar, reconhecidamente católico e concordatário, mas Presidente do Conselho, não podia consentir a afronta a Portugal, da visita de um Chefe de Estado, que pactuava com os inimigos do país.

Por isso,
Paulo VI, Chefe de Estado do Vaticano, não foi recebido na capital, aquando da sua visita a Terras Lusas.

Mas,
O mesmo Salazar, enquanto fiel, dirigiu-se a Fátima, onde recebeu o Santo Padre, da Igreja, cuja Fé professava.

Outros tempos, dirão alguns, perante o espectáculo de agnósticos, ateus, e até anticlericais primários, a genuflectirem perante o “Chefe de Estado”, em quem não vêem, nem reconhecem o significado, as alvas vestes que “despudoradamente exibe”.

Sem qualquer intenção, reparo no encontro ocorrido hoje entre dois Professores.


O nosso conhecido economista, Cavaco Silva e o Filósofo, Teólogo e Doutrinador alemão, Ratzinger.

Ambos Chefes de Estado. Mas,

No primeiro votei.

Ao segundo obedeço !

Por isso, e retomando o título que dei ao texto, se o meu país está a receber a visita do Professor Ratzinger, que é Chefe de Estado do Vaticano, o Meu Povo , acolhe a:

VINDA
de
BENTO XVI.


Que DEUS o GUARDE,

SANTO PADRE !

Sem comentários:

Enviar um comentário